Veja como nasceu a idolatria por Zico no Japão, adversário do Brasil

Redação
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Veja como nasceu a idolatria por Zico no Japão, adversário do Brasil

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Zico desistiu de se aposentar depois de receber convite para jogar no Sumitomo Metals, atual Kashima Antlers

Zico, monstro do futebol brasileiro e ídolo no Japão (Foto: Reprodução)

Zico, monstro do futebol brasileiro e ídolo no Japão (Foto: Reprodução)

Em entrevista coletiva, o técnico do Japão, Hajime Moriyasu, pediu ajuda de um ídolo do futebol do Brasil, o galinho Zico, antes de enfrentar a seleção brasileira na próxima segunda-feira (29) às 14h. A partida acontece em Houston, é eliminatória e faz parte da fase de 16 avos de final da Copa.

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“Ele nos conduziu a poder competir na Copa. Ofereceu muito ao Japão. Espero que eu também possa fazer isso e tomara que eu possa falar com Zico antes do jogo com o Brasil”, afirmou Moriyasu.

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Zico idolatrado no Japão em frente à estátua no Kashima Antlers
Zico em frente à própria estátua em Kashima, no Japão (Foto: Reprodução)

“(Ele) contribuiu desde o momento em que tínhamos somente a liga Japan Soccer League (antes da J-League). Jogou no Kashima Antlers e contribuiu com o futebol no Japão. Ele foi meu herói. Pudemos vê-lo no Japão. Ele tem uma enorme contribuição no desenvolvimento da J-League”, completou.

Zico é idolatrado no Japão. Depois de participar das Copas de 1978, 1982 e 1986, ele deixou o Flamengo e se aposentou. No entanto, voltaria atrás logo depois na decisão de se aposentar ao aceitar o convite inesperado para jogar em um time japonês chamado Sumitomo Metals, que hoje conhecemos como Kashima Antlers.

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Zico idolatrado no Japão em frente à estátua no Kashima Antlers
Zico comemora gol no Kashima Antlers com o companheiro Alcindo (Foto: Reprodução)

Naquela época, como explica reportagem de O Globo, o futebol no Japão ainda era amador e os times principais eram ligados a grandes empresas. A chegada de Zico mudou perspectivas e impulsionou os japoneses rumo à profissionalização.

O galinho de Quintino jogou alguns anos pelo Kashima até que se aposentou em definitivo. Mas mesmo depois de pendurar as chuteiras, manteve vínculos com clube e lá permaneceu como diretor técnico. Em 2002, ele aceitou a missão de ser o técnico da seleção do Japão e levou o time à Copa do Mundo de 2006. A campanha, no entanto, acabou na primeira fase com uma derrota para o Brasil.

Zico idolatrado no Japão em frente à estátua no Kashima Antlers
Zico e o técnico da seleção brasileira, Carlo Ancelotti (Foto: Instagram)

Em 2018, Zico voltou ao cargo de diretor técnico do Kashima Antlers, que ocupa até hoje. Para se ter uma noção de sua influência, o estádio do Kashima Antlers, o Ibaraki Kashima, conta com uma estátua do ídolo brasileiro.

Em entrevista ao canal do Youtube do humorista Maurício Meirelles, Zico comentou a influência que o futebol japonês teve na vida dele: “Não fui milionário e nem sou. Depois do Japão que consegui fazer um patrimônio mais legal. O salário no Flamengo era bom, mas não era nada que podia ostentar. Primeiro salário que ganhei na vida foi ajuda de custo. Minhas roupas eu comprava na feira. Aí comecei a comprar em loja”.

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