Sobre o tema envolvendo Rio Dourados, ![]()
Por Maria 3 min de leitura

Além disso, A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul recapturou um homem de 36 anos acusado de tentar matar a namorada afogada no Rio Dourados, em Fátima do Sul, após o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul revogar o benefício de liberdade provisória concedido ao réu. Dessa forma, A ordem de prisão preventiva foi restabelecida por unanimidade pela 2ª Câmara Criminal no dia 6 de novembro de 2026. Com isso, menos de 24 horas depois da manifestação judicial, agentes do Setor de Investigações Gerais cumpriram o mandado na cidade.
Nesse sentido, O acusado responde por tentativa de feminicídio com emprego de asfixia e já recebeu pronúncia para enfrentar o Tribunal do Júri. Portanto, ele permaneceu detido por 11 meses desde o flagrante inicial, mas havia obtido autorização judicial em agosto de 2026 para responder aos atos processuais fora da cadeia com monitoramento por tornozeleira eletrônica. Em seguida, O Ministério Público Estadual contestou a flexibilização da custódia com o argumento de risco contínuo à integridade da vítima.
Violência durante trajeto e queda de veículo no Rio Dourados
De acordo com as apurações, O episódio que gerou o processo ocorreu na madrugada de 21 de setembro de 2025, quando o casal retornava de uma festividade no município de Dourados. Por outro lado, durante o deslocamento pela rodovia, o condutor iniciou agressões verbais e desferiu socos e puxões de cabelo contra a companheira, acompanhados de ameaças diretas de morte. Ao se aproximar da ponte sobre o leito do Rio Dourados, o motorista desviou o Renault Clio e lançou o automóvel contra a água com ambos no interior.
A mulher conseguiu destravar a porta e sair do habitáculo submerso antes que o veículo afundasse por completo.
Mesmo fora do carro, a passageira enfrentou novos ataques dentro da correnteza. O homem nadou até o ponto em que a mulher tentava respirar e forçou a cabeça da namorada para baixo da linha da água em duas ocasiões distintas. Diante da impossibilidade de contenção física do agressor, ela simulou afogamento e cessou os movimentos corporais. O suspeito encerrou os ataques ao presumir o falecimento, momento em que a sobrevivente alcançou a margem oposta a nado e pediu socorro a moradores locais.
Recurso do Ministério Público restabelece prisão preventiva
A denúncia do Ministério Público apontou a qualificadora de asfixia mecânica pela tentativa continuada de afogamento em meio fluvial. Os desembargadores da 2ª Câmara Criminal acataram integralmente os termos da apelação acusatória e consideraram indispensável o isolamento prisional para resguardar a ordem pública e a segurança pessoal da vítima. O mandado de recaptura foi expedido de forma imediata ao cartório judicial da comarca.
O investigado encontra-se recolhido nas celas da 1ª Delegacia de Polícia de Fátima do Sul à disposição da Vara Criminal. A comarca local aguarda a tramitação final dos prazos processuais para definir a data da sessão plenária do júri popular.
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