Homem é preso suspeito de forjar próprio sequestro para extorquir família em Goiânia

Redação
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Homem é preso suspeito de forjar próprio sequestro para extorquir família em Goiânia

Comparsa também acabou preso. Dupla pretendia quitar dívida de drogas

Dupla presa por falso sequestro - (Foto: reprodução/PC)

Dupla presa por falso sequestro – (Foto: reprodução/PC)

Pedro Moura

Um homem de 55 anos acabou preso, suspeito de forjar o próprio sequestro para extorquir a família, em Goiânia. Conforme a Polícia Civil (PC), o investigado contou com a participação de um comparsa, que também foi detido na última segunda-feira (18). 

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As investigações tiveram início após familiares do investigado procurarem a corporação relatando o desaparecimento do parente no dia 14 de maio. Segundo as vítimas, após o desaparecimento, o comparsa  entrou em contato por aplicativo de mensagens exigindo o pagamento de cerca de R$ 4 mil para informar o paradeiro do homem e “liberá-lo”.

“A investigação começou nesta segunda-feira [18], apurando uma possível extorsão mediante sequestro, que é um crime gravíssimo. Essa pessoa que entrou em contato com a família dizia saber do paradeiro do familiar, dizendo que ele estava na companhia de alguns amigos, mas tinha uma dívida e que só iriam liberá-lo com o pagamento”, explica o delegado William Bretz. 

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Ao iniciar as buscas, os policiais conseguiram identificar e localizar o suposto sequestrador, que indicou o endereço onde a então vítima se encontrava. No local, os policiais encontraram o desaparecido sem qualquer situação de cárcere.  

A corporação, então, concluiu que a dupla se aproveitou da situação de vulnerabilidade emocional da família para conseguir extorquir as vítimas. Os dois acabaram presos por extorsão majorada, cuja pena pode chegar a 10 anos de prisão.

“A situação do cárcere ou qualquer outra circunstância não se confirmava. Diante dos depoimentos e interrogatórios, percebeu-se que havia fortes indícios de uma combinação prévia entre ambos, para que pudessem se valer desse valor e quitar, de fato, uma dívida referente ao consumo de drogas e álcool”, concluiu o delegado. 

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