Há 32 anos, Seleção embarcava em voo da Varig rumo ao tetra nos Estados Unidos

Redação
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Há 32 anos, Seleção embarcava em voo da Varig rumo ao tetra nos Estados Unidos

Foi em uma quarta-feira, dia 25 de maio, que os 22 convocados do técnico Carlos Alberto Parreira embarcaram rumo aos Estados Unidos para a conquista do então inédito tetracampeonato. A delegação da Seleção Brasileira viajou a bordo do voo RG-1035, em um avião McDonnell Douglas DC-10-30 da Varig, de prefixo PP-VMD e customizada com o lema “Rumo ao Tetra”.

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A Seleção chegou aos Estados Unidos no dia 26, e ficou concentrada no hotel Villa Felice, na cidade de Los Gatos, localizada no estado da Califórnia (região da baía de São Francisco), durante a Copa.

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O avião da Seleção em 1994 (Foto: Reprodução/Youtube/VARIG RIO QT)

Foi em Los Gatos que a Seleção realizou o primeiro treino de readaptação. O hotel já não existe mais, porém a cidade ficou conhecida na região como “a casa do tetra”. Foi o início da caminhada histórica do Tetra.

A equipe e a comissão técnica

O time era composto por 22 jogadores. São eles: os goleiros Taffarel Zetti e Gilmar; os zagueiros Aldair, Márcio Santos, Ricardo Rocha e Ronaldão; os laterais Branco Cafu Jorginho e Leonardo, os meio-campistas Dunga, Mauro Silva, Mazinho, Raí e Zinho e os atacantes Bebeto, Muller, Romário, Ronaldo, Paulo Sérgio e Viola.

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Delegação da Seleção Brasileira em 1994 (Foto: Revista Placar)

Entre os principais nomes da comissão técnica, além de Parreira, estavam o coordenador técnico Mário Jorge Lobo Zagallo, o preparador físico Moraci Sant’Anna, o fisioterapeuta Claudionor Delgado (foi a primeira Copa com um fisioterapeuta exclusivo na delegação), os médicos Lídio Toledo e José Luiz Runco, o supervisor de futebol Américo Faria e o assessor de Imprensa Evandro Mota.

A campanha

Na primeira fase, o Brasil terminou a campanha invicto, porém, com 7 pontos, após vencer a Rússia (2 a 0) e Camarões (3 a 0) no Stanford Stadium em Stanford, San Francisco; e um empate com a Suécia (1 a 1) no Pontiac Silverdome, em Detroit, Michigan, adversário indigesto que se repetiria na semifinal.

Nas oitavas-de-final, novamente em Stanford em um 4 de julho, dia da independência dos Estados Unidos, o Brasil venceu os donos da casa por 1 a 0, com gol de Bebeto. A Seleção jogava com um a menos em razão da expulsão do lateral esquerdo Leonardo, após a cotovelada no meia norte-americano Tab Ramos.

Nas quartas, os comandados de Parreira superaram a forte seleção da Holanda pelo placar de 3 a 2 no Cotton Bowl, em Dallas, com gols de Romário, Bebeto e Branco, para o Brasil, e Bergkamp e Winter para os holandeses.

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No Rose Bowl, em Pasadena na Califórnia, no dia 13 de julho, o Brasil derrotou a Suécia por 1 a 0, com um gol de cabeça do baixinho Romário, aos 35 minutos do segundo tempo, garantindo a vaga à grande decisão da Copa.

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Rose Bowl lotado, com 94.194 expectadores, para Brasil x Itália na grande final (Foto: Fifa)

Novamente no Rose Bowl, no dia 17 de julho, para mais de 94 mil pessoas, o Brasil empatou com a Itália em 0 a 0 no tempo normal e na prorrogação. Em duelo de tricampeões do mundo, o Brasil derrotou os italianos do treinador Arrigo Sacchi nos pênaltis por 3 a 2, com gols de Romário, Branco e Dunga.

Albertini e Evani converteram para os europeus, até a icônica cobrança do craque Roberto Baggio, sobre o travessão de Taffarel, e que sagrou o Brasil como a primeira Seleção Tetracampeã Mundial de futebol.

O retorno

Com a taça na bagagem, a Seleção embarcou de volta ao Brasil logo após a final da Copa, no dia 18 de julho, uma segunda-feira, deixando os Estados Unidos. O avião fretado pousou no Brasil na terça, em 19 de julho, e teve o Recife (PE) como o primeiro ponto de escala em solo brasileiro.

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Do Aeroporto Internacional de Guararapes, os jogadores seguiram em uma grande carreata pelas ruas da capital pernambucana, desfilando em um caminhão do Corpo de Bombeiros. Depois da comemoração, seguiu para o destino final, no Rio de Janeiro.

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