O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, declarou nesta quinta-feira (16/4) que, se tiver de “aumentar o endividamento do país” para “salvar a economia popular” dos efeitos do conflito no Oriente Médio, isso deve ser feito.
Simultaneamente, Guimarães sinalizou que o governo continuará “no mesmo caminho” de “responsabilidade fiscal e social”, ao comentar o envio do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027 ao Congresso, feito pelo governo nessa quarta-feira (15/4).
“O governo vai continuar no mesmo caminho, de responsabilidade fiscal e social. É claro que, em uma guerra dessa, não podemos transferir para a população os prejuízos dela. Na minha opinião, se tiver de aumentar o endividamento do país, tem que fazer, para salvar a economia popular”, afirmou o chefe da articulação política em café da manhã com jornalistas, no Palácio do Planalto.
Guimarães disse que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) trabalha com a hipótese de que a guerra no Irã dure por mais dois meses, e que as medidas anunciadas pela área econômica para mitigar os efeitos do conflito no Brasil são “nesse sentido”.
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“Ninguém sabe se essa guerra vai até o fim do ano ou não. O governo está trabalhando na hipótese de dois meses, e as medidas são nesse sentido”, pontuou.
O titular da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência (SRI) salientou que o conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e países do Oriente Médio é “uma guerra que nós não temos nada a ver com ela”.
O ministro declarou ainda que o Executivo deve anunciar novas ações para mitigar o impacto da guerra sobre os combustíveis “logo, logo”. Para ele, as medidas tomadas até o momento tiveram resultado insuficiente.
Entre as iniciativas em estudo, o ministro destacou a possibilidade de medidas específicas para conter os efeitos sobre a gasolina, que podem incluir subsídios.


