Grupo que abastecia Centro-Oeste com drogas vindas da Bolívia entra na mira da Polícia Civil

Redação
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Grupo que abastecia Centro-Oeste com drogas vindas da Bolívia entra na mira da Polícia Civil

Traficantes movimentaram 1,5 toneladas de drogas. Mandados foram cumpridos em Goiás, Distrito Federal e Rondônia

Viatura da PCGO - (Foto: reprodução)

Viatura da PCGO – (Foto: reprodução)

Pedro Moura

Traficantes internacionais entraram na mira de uma megaoperação desencadeada pela Polícia Civil (PC) em Goiás, Distrito Federal e Rondônia, suspeitos de movimentar mais de 1,5 tonelada de drogas vindas da Bolívia. Os entorpecentes tinham como destino o Centro-Oeste, onde eram distribuídos em estados da região. 

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A ação realizada na quinta-feira (23) cumpre 81 medidas cautelares, sendo 24 mandados de prisão preventiva e 57 mandados de busca e apreensão. Em solo goiano, os levantamentos dos alvos e cumprimento das medidas cautelares foram coordenados pela Delegacia Estadual de Repressão a Narcóticos (DENARC) em Goiânia e Aparecida de Goiânia. 

A investigação aponta os alvos goianos como responsáveis pelo escoamento e distribuição da droga no planalto central do país. Durante as buscas, um suspeito acabou sendo preso em flagrante após a corporação encontrar porções de drogas, balanças de precisão e outros objetos relacionados ao tráfico de drogas na casa do investigado. 

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Em Rondônia, responsável pela operação, foram cumpridos mandados em Porto Velho, Guajará-Mirim e Vilhena. Já no Distrito Federal, os alvos foram Brasília e Ceilândia.

Lavagem de dinheiro 

Segundo a polícia, a operação tenta cortar o dinheiro do grupo. A investigação identificou o uso de “laranjas” para esconder valores ilegais. Um dos envolvidos movimentou cerca de R$ 500 mil em um ano, valor incompatível com sua renda.

As ações incluem o bloqueio de contas, a apreensão de bens e o aprofundamento das investigações sobre o patrimônio dos suspeitos.

As investigações começaram em abril de 2025 e mostraram que o grupo criminoso era bem organizado. Eles usavam caminhões com compartimentos escondidos para transportar drogas e utilizavam linhas telefônicas de outros países para dificultar possíveis investigações.

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