Após três dias de greve dos rodoviários no Rio de Janeiro, os representantes da categoria optaram por encerrar a paralisação pelo menos até a próxima segunda-feira (6), atendendo a um pedido do Ministério Público.
A decisão foi divulgada nesta quarta-feira (1°), após assembleia realizada no TRT (Tribunal Regional do Trabalho). Na ocasião, os trabalhadores do setor manifestaram insatisfação com as atuais condições de trabalho.
Apesar disso, Sebastião José, presidente do Sindicato dos Rodoviários, debateu sobre a necessidade de atender ao pedido do ministério, mesmo que momentaneamente. “Eles não abrem mão das nossas reivindicações, mas a gente conseguiu mostrar para o trabalhador que a proposta do Ministério Público e do Tribunal para que a gente desse uma trégua até segunda-feira, para se instalar uma mesa de negociação, reabrir as negociações com a mediação do Tribunal“, informou.
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Na próxima segunda, mais uma sessão de negociações com o Rio Ônibus será mediada pelo TRT. De acordo com Sebastião, mesmo com a proposta aprovada na assembleia, a categoria continua em estado de greve, e caso não seja apresentada uma proposta decente, os trabalhadores retornam com a paralisação na próxima semana.
Sebastião ainda afirmou que a categoria não irá recuar das propostas aprovadas e encaminhadas para o Rio Ônibus. Entre elas estão:
- Mudança da data base para 1º de março;
- Salário de R$ 5 mil para motoristas que dirigem articulados e R$ 4 mil para os demais motoristas;
- Fim do contrato temporário e contratação pela CLT para os profissionais do BRT;
- Tíquete alimentação de mil reais;
- Jornada de trabalho 5×2;
- Manutenção do passe livre para a categoria;
- Indenização dos 30 minutos do intervalo almoço;
- Plano de saúde e odontológico.
Entenda a greve
A paralisação começou à meia-noite de segunda-feira (29) após o fracasso das negociações da campanha salarial da categoria. Sem consenso entre trabalhadores e empresas, os rodoviários decidiram iniciar o movimento paredista enquanto reivindicavam melhorias nas condições de trabalho e reajustes salariais.
Em atualização*


