O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) condenou o ataque com explosivos no oeste da Colômbia que deixou pelo menos 20 pessoas mortas e outras 48 feridas, no sábado (25).
“O governo brasileiro manifesta sua solidariedade às famílias das vítimas e ao povo e governo colombianos”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores em nota.
A violência foi atribuída pelas autoridades colombianas a dissidentes do grupo guerrilheiro FARC.
O ataque ocorreu no município de Cajibio, a cerca de 35 km de Popayán, capital da província de Cauca. Segundo Octavio Guzmán, governador da província, essa foi uma das várias ações criminosas registradas na região no sábado.
O ataque ocorre às vésperas das eleições presidenciais, previstas para 31 de maio, que irão eleger o sucessor de Gustavo Petro. Por lei, o atual presidente não pode disputar reeleição no país.
A candidata à presidência, Paloma Valencia, membro do partido de oposição Centro Democrático (direita) e natural de Cauca, classificou o ataque como “terrorismo” perpetrado pela facção dissidente das FARC, que rejeitou o acordo de paz de 2016.
“O governo do presidente Gustavo Petro não pode continuar minimizando a violência nem desmantelando o Estado”, expressou ela. “Exigimos ação imediata, apoio total às nossas Forças Armadas e à polícia e resultados concretos.”
Petro, um ex-rebelde cujo mandato como presidente está chegando ao fim, tem buscado uma política de “paz total” com os guerrilheiros por meio de negociações e cessar-fogo intermitentes.
O Brasil afirmou que apoia a iniciativa “Compromisso com um processo eleitoral livre e em paz na Colombia”, da Defensoria do Povo da Colômbia endossada pelo Escritório do Alto Comissário das Nações Unidas na Colômbia para Direitos Humanos, pela Missão de Apoio ao Processo de Paz na Colômbia da Organização dos Estados Americanos (MAPP-OEA), pela Missão de Verificação das Nações Unidas na Colômbia (UNVMC), pela Conferência Episcopal colombiana e por outras missões diplomáticas em Bogotá.
O ministério brasileiro também reforçou que não há informações de brasileiros entre as vítimas do ataque.


