Força-tarefa do Conselho Nacional de Direitos Humanos cumpre agenda de três dias
Armas, uniformes e bandeiras nazistas apreendidos com suspeitos de integrarem um grupo neonazista em Santa Catarina, em 2022 – Polícia Civil de Santa Catarina
Uma missão federal em Goiânia tem início nesta segunda-feira (23) para investigar o avanço do neonazismo em Goiás, além do crescimento do discurso de ódio e do extremismo no estado. A ação é conduzida pelo Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH), que realiza uma agenda in loco para ouvir autoridades, instituições e representantes da sociedade civil.
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A iniciativa é coordenada pela Relatoria Especial para o Enfrentamento do Discurso de Ódio, Extremismo e Neonazismo. Segundo o conselheiro e relator especial Carlos Nicodemos, a escolha de Goiás faz parte de uma estratégia para ampliar a presença territorial do órgão e consolidar uma resposta nacional ao problema. A força-tarefa também conta com a participação da presidente do CNDH, Ivana Leal, que é natural do estado.
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A programação da missão federal em Goiânia começa com visita ao Axé Dan Fé Èrò, no Setor Vila Itatiaia. Ainda nesta segunda, estão previstas reuniões com o sistema de segurança pública no Centro Integrado de Inteligência, Comando e Controle, além de encontros com representantes das áreas de educação, cultura e direitos humanos na Secretaria Estadual de Educação.
Na terça-feira (24), os integrantes da relatoria se reúnem com o sistema de Justiça no Fórum Cível da Comarca de Goiânia e participam de um seminário acadêmico na Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO), aprofundando o debate sobre extremismo e células neonazistas no estado.
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O encerramento da agenda ocorre na quarta-feira (25), com audiência pública na Câmara Municipal de Goiânia para receber denúncias e ouvir a sociedade civil. Em seguida, haverá reunião na Assembleia Legislativa de Goiás e uma coletiva de imprensa para apresentar os encaminhamentos iniciais.
De acordo com o CNDH, as missões têm o objetivo de observar a realidade local, dialogar com autoridades e movimentos sociais e produzir recomendações de políticas públicas baseadas em parâmetros nacionais e internacionais de direitos humanos. O órgão, vinculado ao Ministério dos Direitos Humanos, já realizou ações semelhantes em Santa Catarina e no Rio de Janeiro em 2024, quando foi iniciado o projeto nacional de enfrentamento ao neonazismo.
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