Além disso, em diferentes pontos do abdome das gêmeas siamesas Maria Helena e Maria Eva, os cirurgiões plásticos colocaram expansores de pele — dispositivos que ajudarão a preparar o corpo das gêmeas para uma possível separação. Dessa forma, A cirurgia foi realizada nesta quarta-feira (28), no Hospital Estadual da Criança e do Adolescente (Hecad), em Goiânia. Com isso, depois do procedimento, as meninas foram extubadas e permanecem na UTI, bem e sob acompanhamento da equipe médica, informou o hospital. Nesse sentido, esta foi a segunda cirurgia para colocar expansores no abdome.
Portanto, os expansores serão preenchidos gradualmente para aumentar a quantidade de pele disponível. Em seguida, O tecido extra poderá ajudar os cirurgiões a reconstruir e fechar as áreas do corpo das meninas após a separação. De acordo com as apurações, O processo é lento e faz parte de uma preparação que depende da resposta dos tecidos e da evolução clínica das irmãs.
LEIA TAMBÉM
- ‘Alta complexidade’: siamesas passarão por nova cirurgia para preparar separação em Goiânia
- Hecad: siamesas de SP passam por nova etapa antes da separação
- Gêmeas siamesas de 3 meses passam por procedimento antes de cirurgia de separação em Goiânia
Naturais de Salto, no interior de São Paulo, Maria Helena e Maria Eva estão em tratamento na capital goiana desde julho. Elas nasceram unidas pelo tórax e pelo abdome e compartilham o fígado, o pericárdio — membrana que envolve os corações — e parte da estrutura óssea do tórax, incluindo o esterno.
A etapa abdominal dá continuidade à preparação iniciada em agosto, quando as meninas receberam expansores na região torácica. A cirurgia desta quarta-feira era a última etapa prevista de implantação desses dispositivos antes da separação. Ainda não há data definida para a cirurgia definitiva.

Gêmeas siamesas: Separação exige avaliação cuidadosa
A divisão das estruturas compartilhadas torna a cirurgia complexa. Entre os riscos estão sangramentos durante a separação do fígado e possíveis complicações envolvendo o pericárdio, que é compartilhado pelas meninas. A equipe também acompanha a resposta das irmãs à anestesia, a cicatrização e a adaptação dos organismos.
Por isso, a decisão sobre quando realizar a separação dependerá da evolução clínica de Maria Helena e Maria Eva e dos resultados da expansão da pele. As meninas são acompanhadas por uma equipe multidisciplinar do Hecad, coordenada pelo cirurgião pediátrico Zacharias Calil, com profissionais de cirurgia pediátrica, cirurgia plástica e outras especialidades.
A cirurgia abdominal amplia o preparo para um procedimento cuja data ainda está em aberto. Até lá, as expansões graduais e o acompanhamento médico ajudam a equipe a avaliar as condições das irmãs para cada etapa.
Receba Tudo de Goiânia
As principais notícias de Goiânia e região
Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.
Veja também: Médico-legista faz manobra de emergência para socorrer recém-nascida engasgada em Anápolis



