Sobre o tema envolvendo ‘Esconde rápido’, além disso, suspeitos de integrar uma organização criminosa envolvida com o tráfico de drogas em Goiás utilizavam grupos de mensagens para monitorar a movimentação policial e alertar comparsas sobre possíveis operações. Dessa forma, conversas obtidas pela Polícia Civil mostram avisos como “Tá cheio de polícia diferente”, “Não faz corre”, “Breca tudo” e “Esconde rápido”, que tinham como objetivo evitar flagrantes e manter as atividades ilícitas longe da fiscalização.
Com isso, as mensagens foram encontradas durante as investigações que resultaram na 19ª fase da Operação Destroyer, deflagrada nesta quarta-feira (28), com o cumprimento de 36 mandados de prisão e 35 de busca e apreensão em cinco cidades goianas. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a ‘Esconde rápido’ continuam sendo acompanhados com atenção.
Nesse sentido, em uma das conversas, um integrante alerta: “Fica 0 flagrante. Portanto, code tá na cidade”. Em seguida, em outra mensagem, um participante avisa que um agente havia passado pela rua: “Avisa ele passou aqui na rua agora”. Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de ‘Esconde rápido’ nos últimos dias.
De acordo com as apurações, A delegada Silvana Nunes explicou ao Mais Goiás que os investigadores descobriram um grupo criado especificamente para acompanhar possíveis ações policiais. “Eles ficam monitorando possíveis ações policiais e transmitem essas informações uns para os outros, justamente para evitar serem presos ou serem pegos nessa atividade ilícita”, afirmou. Especialistas destacam que novas atualizações sobre ‘Esconde rápido’ devem surgir em breve.
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‘Esconde rápido’: Orientações para esconder armas e drogas
Por outro lado, segundo a Polícia Civil, o grupo investigado tinha 32 integrantes e era utilizado para repassar informações sobre a presença de equipes especializadas, viaturas e até helicópteros. De acordo com os investigadores, o líder da organização, que está foragido no Rio de Janeiro, enviava orientações aos demais participantes.

Em uma das conversas, um integrante escreve: “Cidade pegando fogo, vamos focar, mano”, seguido da mensagem “Bagulho é pra monitorar todo canto”. Na sequência, afirma ter fuzil, outras armas e drogas na cidade. Em outro grupo, aparecem mensagens como “Papai online” e “Tráfico de drogas”. Os diálogos também incluem alertas para esconder entorpecentes e armamentos diante da movimentação policial.
A investigação identificou ainda a troca frequente de números de telefone, uma estratégia que, segundo a Polícia Civil, dificultava o rastreamento das comunicações e a identificação dos envolvidos.
Outra medida atribuída ao grupo era a proibição de roubos e furtos nas regiões onde os integrantes comercializavam drogas. A suspeita é que a restrição buscava evitar ocorrências que aumentassem a presença policial nesses locais.
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Venda de drogas pelas redes sociais
A operação desta quarta-feira é resultado de uma investigação que começou com a apuração da venda de entorpecentes por meio de aplicativos e redes sociais. Em fevereiro deste ano, a Polícia Civil deflagrou a Operação Destroyer II – Delivery do Crime, quando foram cumpridos dez mandados de prisão temporária e 17 de busca e apreensão.
Em maio, a segunda etapa avançou sobre os fornecedores dos suspeitos que comercializavam drogas pela internet. Na ocasião, foram cumpridos outros 20 mandados de prisão e 20 de busca e apreensão.

Durante a análise dos celulares apreendidos, os investigadores identificaram a formação de um grupo que atuava na cidade de Trindade, na Região Metropolitana de Goiânia. A organização comercializava maconha, cocaína e skank e utilizava as redes sociais para divulgar os entorpecentes, alcançando mais de 15 mil pessoas, entre elas menores de idade.
A nova fase, denominada Excidium, busca desarticular essa estrutura e interromper a atuação dos integrantes. As ações ocorreram em Trindade, Goiânia, Goianira, São Luís de Montes Belos e Rialma.
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Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.
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