Ré Islane Pereira Saraiva Xavier enfrenta o tribunal do júri, presidido por Jesseir Coelho de Alcântara, nesta terça (7)
Garota que será julgada por queimar colega diz que sofreu bullying pelo bronzeado (Foto: Reprodução)
A jovem Islane Pereira Saraiva Xavier será julgada nesta terça-feira (7), em Goiânia, por tentar matar a então colega de escola Marianna Cristhina Areco Santos no dia 31 de março de 2022. Na época, ela revelou à polícia o motivo que a levou a cometer o crime: ela presumia estar sendo vítima de bullying e culpava Marianna pelas críticas que estava recebendo.
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As críticas teriam relação com o bronzeamento que ela havia feito. As duas estudavam na mesma sala de aula (3ºG) do Colégio Estadual Palmito, no Jardim Novo Mundo, no turno da noite. No intervalo da aula, Islane se aproveitou da distração da vítima na fila do refeitório, jogou álcool nela e lhe ateou fogo.

“A estudante disse que, um dia antes, a vítima tinha feito comentários pejorativos sobre o seu bronzeamento e, por isso, levou o álcool e facas para a escola. Depois do ataque, ela foi presa rapidamente pela Polícia Militar”, disse na época o tenente-coronel Ricardo Viana Aguiar, comandante do Batalhão Escolar.
Marianna sofreu queimaduras de terceiro grau em até 50% do corpo e lida com sequelas consideradas permanentes. Depois do atentado, ela foi imediatamente conduzida para o Hospital de Urgências Otávio Lage (Hugol), onde se submeteu a um procedimento cirúrgico. O crime aconteceu no dia 31 de março de 2022.
Sanidade mental

Islane tinha na época 19 anos.
Na sentença de pronúncia, o juiz Jesseir Coelho considerou o laudo pericial que atestou que Islane, embora possuísse perturbação da saúde mental, era inteiramente capaz de entender o caráter criminoso de seus atos, o que, como observou, caracteriza a semi-inimputabilidade. Jesseir também salientou que relatório médico, laudo de exame de corpo de delito, além do depoimento de testemunhas comprovam o crime e as circunstâncias em que foi praticado.


