O Fundo Monetário Internacional (FMI) projetou a volta do Brasil neste ano ao posto de 10ª maior economia global. A informação consta no relatório Perspectiva Econômica Mundial (WEO, na sigla em inglês), lançado nessa quarta-feira (14/4).
O documento do FMI traz como novidade um aumento na projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, no patamar de 1,9%. A instituição internacional considera que o país será favorecido pelo contexto da guerra no Oriente Médio por ser um exportador de petróleo.
“Espera-se que a guerra tenha um pequeno efeito líquido positivo em 2026, devido ao fato de o país ser um exportador líquido de energia, impulsionando o crescimento em cerca de 0,2 ponto percentual”, diz trecho do documento.
A nova projeção do FMI é 0,3 ponto percentual superior à estimativa anunciada em janeiro deste ano. Mesmo alcançando o crescimento de 1,9%, o país terá uma desaceleração no avanço do PIB, pois em 2025, o avanço foi de 2,3%.
Para este ano, o governo federal estima que o Brasil vai manter o mesmo crescimento de 2024, ou seja, 2,3%. O Banco Central (BC) considera um avanço de 1,6%, conforme o Relatório de Política Monetária (RPM), divulgado no último dia 26.
O crescimento projetado para o Brasil é inferior ao de outras economias emergentes. São casos como Índia (6,5%) e China (4,4%).
Ranking
Pelas projeções do FMI, o PIB do Brasil vai alcançar a marca de US$ 2,64 trilhões, ou seja, superior aos US$ 2,28 trilhões de 2025.
Em 2025, a 10ª maior economia do mundo foi o Canadá, com US$ 2,32 trilhões. O FMI considera que o Canadá vai alcançar um crescimento de 1,5% este ano e atingir PIB de US$ 2,51 trilhões.
A maior economia do mundo em 2026, pelas projeções, continuará sendo a norte-americana, com US$ 32,38 trilhões. Na sequência aparecem China, Alemanha, Japão e Reino Unido.
No entendimento do FMI, a economia global deve ter um crescimento superior ao da nacional, atingindo um avanço de 3,1% do PIB neste ano. O índice, neste caso, é menor do que os 3,3% estimados em janeiro.
Em relação à América Latina e ao Caribe, a expectativa do FMI é que se tenha um crescimento de 2,3% em 2026 e de 2,7% no ano seguinte. Em relação a esta região específica, o FMI elevou as projeções, pois em janeiro acreditava-se em um avanço de 2,2%.


