Eventual encontro de Flávio Bolsonaro com Trump estaria sendo articulado por Eduardo Bolsonaro e pelo empresário Flávio Figueiredo
Flávio vai aos EUA na esperança de conseguir agenda com Trump (Foto: Divulgação)
Fragilizado com a divulgação de um áudio que ele enviou ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) embarcou para Washington na esperança de conseguir uma agenda com o presidente Donald Trump e gerar um fato novo para a campanha presidencial dele. Entretanto, ainda não há, por parte da Casa Branca, sinalização de que o encontro vai ocorrer.
Aliados do senador disseram à Folha de S. Paulo que ele está acompanhado do irmão, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, e do empresário Paulo Figueiredo. Paulo comentou o assunto nas redes sociais com ar de suspense. “De fato, Flávio Bolsonaro está em Washington para uma série de reuniões de alto nível. O resto saberão em breve”, escreveu.
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Tanto Paulo, quanto Eduardo são apontados como os articuladores dessa eventual audiência de Flávio com o presidente norte-americano. Eles são os mesmos personagens que, no ano passado, intercederam junto à Casa Branca com o objetivo de conseguir sanções a políticos adversários e a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) – sobretudo Alexandre de Moraes.
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A Folha informa que não consta, nos canais oficiais do Senado, ofícios do gabinete do senador do PL do Rio com solicitação de licença – como fez em outras ocasiões. Apenas comunicou que estaria no exterior entre os dias 24 e 28 de maio, sem dar mais detalhes.

Desgaste traduzido em números
Na primeira pesquisa do Datafolha feita integralmente após a eclosão do caso “Dark Horse” na campanha de Flávio Bolsonaro, o presidente Lula (PT) ampliou de 3 para 9 pontos a vantagem sobre o senador pelo PL do Rio na simulação de primeiro turno, marcando 40% ante 31% do rival.
Há uma semana, Lula estava em empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos percentuais do levantamento: 38% a 35%. No cenário do segundo turno, a igualdade em 45% virou agora uma vantagem de 47% a 43% para o petista.
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Na semana passada, o instituto havia divulgado um levantamento cuja maioria das entrevistas havia sido feita antes da revelação de que Flávio havia pedido dinheiro para o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, sob a justificativa de financiar um filme sobre a vida de seu pai, o ex-presidente condenado por tentativa de golpe Jair Bolsonaro.
Agora, o Datafolha voltou às ruas de quarta (20) a quinta-feira (21) com o episódio já amplamente conhecido: 64% dos 2.004 entrevistados em 139 cidades disseram ter ouvido falar do caso, com um percentual igual de ouvidos que acham que o senador agiu mal.


