Fios soltos: Equatorial pode ser denunciada por morte de adolescente eletrocutada no Centro de Goiânia

Redação
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Fios soltos: Equatorial pode ser denunciada por morte de adolescente eletrocutada no Centro de Goiânia

Relatório

Relatório da comissão será concluído após visita à ANEEL; empresa nega falhas e afirma que laudo apontou fatores externos à rede elétrica.

Caso Nataly ganha novos contornos com a Cei dos Fios Soltos na Câmara Municipal de Goiânia. Adolescente foi eletrocutado enquanto atravessava rua durante a chuva na capital (Foto: reprodução/redes sociais)

Caso Nataly ganha novos contornos com a Cei dos Fios Soltos na Câmara Municipal de Goiânia. Adolescente foi eletrocutado enquanto atravessava rua durante a chuva na capital (Foto montagem: Mais Goiás/reprodução/redes sociais)

Inglid Martins

A Comissão Especial de Inquérito (CEI) dos Fios Soltos, promovida na Câmara Municipal de Goiânia, pode denunciar a Equatorial Goiás pela morte de Nathaly Rodrigues, jovem que foi eletrocutada ao atravessar rua com enxurrada no Centro de Goiânia em setembro de 2025. Visita técnica de vereadores à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) será determinante para finalização do relatório, que tem a possibilidade de acusar a empresa de homicídio culposo.

O relator Geverson Abel (Repúblicanos) afirma que o tema está em análise, junto com toda a situação da fiação elétrica na capital. Enquanto isso, enquanto a companhia nega falhas na rede elétrica com base em laudo da Polícia Técnico-Científica. A corporação aponta que ‘fatores externos ao sistema da distribuidora’ teriam colaborado para o óbito. Na prática um fio solto eletrizou poça d’água que a jovem entrou em contato.

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Geverson ressaltou que a visita à Aneel deve esclarecer quais são as atribuições de cada agente envolvido na manutenção e estruturação da rede de fios em Goiânia, incluindo a concessionária de energia, empresas que utilizam os postes e o poder público. Após a reunião, o relatório final será elaborado. “Tudo indica que a Equatorial será, nesse relatório, penalizada por várias coisas”, afirmou Abel, afirmando que não vai antecipar mais detalhes antes da conclusão dos trabalhos.

O vereador também afirmou que a construção da possível denúncia está em estágio avançado, embora ainda não exista uma data definida para a apresentação do relatório.

Fios soltos em Goiânia, caso de adolescente eletrocutada
Fio eletrizou água enquanto adolescente atrevessava rua com amigo no Centro de Goiânia (Foto: TV Serra Dourada/reprodução)

Caso Nathaly

Nathaly Rodrigues do Nascimento, de 17 anos, morreu em setembro de 2025 após sofrer uma descarga elétrica durante uma forte chuva no Centro de Goiânia. Segundo informações divulgadas à época, a adolescente saía do trabalho quando pisou em uma área alagada que teria ficado energizada após o rompimento de um cabo.

De acordo com a investigação da Polícia Civil, um equipamento de religamento automático apresentou acionamentos sucessivos antes do acidente, indicando uma possível falha na rede. A apuração apontou que uma equipe não teria sido enviada para vistoriar o local, procedimento que, segundo os investigadores, era previsto pela concessionária.

Nathaly Rodrigues, jovem eletrocutada por fio solto no Centro de Goiânia (Foto: reprodução)
Jovem tinha 17 anos e saía do trabalho quando levou choque e não resistiu. (Foto: reprodução)

Na época, a Polícia Civil de Goiás indiciou três funcionários da Equatorial — o controlador do centro de operações, o líder de operações e o gerente de operações — por homicídio culposo pela morte da adolescente e por lesão corporal culposa contra um rapaz que a acompanhava e também foi atingido pela descarga elétrica, mas sobreviveu ao acidente.

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O que diz a Equatorial

Por nota a Equatorial Goiás afirmou que colaborou com a CEI e apresentou os esclarecimentos solicitados pelos vereadores, tanto em depoimento quanto por documentos encaminhados à comissão.

A empresa declarou que o acidente envolvendo Nathaly foi analisado pelos órgãos competentes e que o laudo da Polícia Científica apontou relação com fatores externos à rede elétrica da distribuidora. A concessionária também afirmou que o sistema operava dentro das condições previstas e que os procedimentos adotados seguiram as normas técnicas do setor.

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