Ex-deputado goiano Iram Saraiva Júnior é preso no Rio de Janeiro por estupro contra filha de 2 anos

Redação
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Ex-deputado goiano Iram Saraiva Júnior é preso no Rio de Janeiro por estupro contra filha de 2 anos
Iran deputado

Iran Saraiva ex-deputado – Foto: Instagram

Agentes da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima prenderam o ex-deputado estadual Iram de Almeida Saraiva Júnior na manhã desta quarta-feira, 1º de outubro de 2025, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro. O médico, de 50 anos, responde por estupro de vulnerável contra a própria filha, de apenas 2 anos. A detenção ocorreu após seis meses de investigações, com base em depoimentos e relatórios médicos que confirmaram o crime.

A ação policial cumpriu mandado de prisão preventiva expedido pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Autoridades destacam a gravidade do caso, que envolveu análise de evidências coletadas em buscas anteriores. O suspeito, que atuava como médico em Niterói, foi levado para delegacia especializada.

A investigação identificou indícios claros por meio de oitiva especial com a criança e consultas a profissionais de saúde. Relatórios de pediatra e psicólogo reforçaram as provas contra o ex-parlamentar. A prisão visa garantir a integridade do processo judicial em andamento.

Trajetória política de Iram Saraiva Júnior

Iram de Almeida Saraiva Júnior nasceu em Goiânia, em 13 de abril de 1975, filho do ex-político Iram Saraiva, que atuou como senador e ministro do TCU nas décadas de 1980 e 1990. Formado em Direito pela Universidade de Brasília, ele ingressou na carreira política como vereador na capital goiana, onde ocupou cargo entre 1997 e 2000. Posteriormente, elegeu-se deputado estadual por Goiás, exercendo mandato de 1999 a 2003, com foco em projetos de saúde pública.

Após deixar o Legislativo, o ex-deputado migrou para o Rio de Janeiro, onde atuava como médico na Região Metropolitana. Registros eleitorais mostram que ele concorreu a outros cargos, mas sem sucesso recente. A família Saraiva tem histórico de influência em Goiás, com o pai de Iram integrando governos estaduais.

Detalhes da investigação policial

A apuração começou em março de 2025, após denúncia anônima recebida pela Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima. Equipes realizaram buscas na residência do suspeito em maio, quando apreenderam o celular para perícia técnica. Análises forenses identificaram mensagens e registros compatíveis com o crime.

Depoimentos de testemunhas próximas à família forneceram contexto sobre o convívio diário. A criança passou por avaliação multidisciplinar, com protocolos de proteção infantil aplicados desde o início. Autoridades priorizaram a preservação de provas para evitar contaminação.

O mandado de prisão preventiva considerou o risco de fuga, dado o perfil do investigado com contatos em múltiplos estados. Peritos concluíram que os abusos ocorreram em ambiente doméstico, isolado de terceiros.

Procedimentos iniciais e apoio à vítima

Polícia Civil isolou o local da prisão para coleta de vestígios adicionais. A criança recebeu atendimento imediato em unidade especializada de saúde mental. Equipes de assistência social acompanham a família para medidas protetivas.

O Conselho Tutelar foi acionado para avaliar custódia alternativa. Relatórios preliminares indicam que a vítima apresenta sinais de trauma, com terapia iniciada. Autoridades coordenam com o Ministério Público para agilizar o processo.

  • Medidas de proteção imediata à criança, incluindo remoção do convívio com o suspeito.
  • Acompanhamento psicológico semanal por equipe multidisciplinar.
  • Registro de boletim de ocorrência com foco em estupro de vulnerável, crime hediondo.
  • Colaboração com autoridades de Goiás para verificação de histórico familiar.

Medidas judiciais em curso

O juiz responsável pelo caso determinou transferência do preso para unidade prisional de segurança máxima no Rio. Audiência de custódia ocorreu no mesmo dia, com manutenção da prisão. Defesa do ex-deputado ainda não se manifestou publicamente.

Promotores avaliam agravantes como parentesco e idade da vítima. Lei prevê pena mínima de 8 anos de reclusão para estupro de vulnerável. Processo avança para fase de denúncia formal.

Autoridades monitoram possíveis ramificações do caso em outros estados. Integração de sistemas policiais facilita troca de informações. Julgamento prioriza celeridade para resguardo da vítima.

Histórico familiar e conexões

A família Saraiva mantém laços com círculos políticos em Goiás desde os anos 1970. O pai de Iram, Iram Saraiva, foi eleito deputado federal e integrou o TCU até 2005. Irmãos do suspeito atuam em setores privados, sem registros de envolvimento em investigações.

Registros civis confirmam o nascimento da filha em 2023, com guarda compartilhada até a denúncia. Vizinhos na Barra da Tijuca relataram rotina discreta do médico. Conexões profissionais em Niterói incluíam consultório particular fechado recentemente.

Investigadores descartam rede de cumplicidade inicial, mas expandem apuração. Foco permanece na vítima e na responsabilização individual.

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