Um goiano, de apenas 23 anos, tem vivido a experiência de atuar no futebol dos Emirados Árabes Unidos. É Marcelinho, revelado pelo Atlético.
Foto: Al Dhafra
Um goiano, de apenas 23 anos, tem vivido a experiência de atuar no futebol dos Emirados Árabes Unidos. É Marcelinho, revelado pelo Atlético – com boa passagem pelo Dragão em 2025, quando marcou sete gols em 25 jogos -, que joga pelo Al Dhafra atualmente. O atleta falou da relação e carinho pelo time rubro-negro, além de contar as vivências no Oriente Médio e a possibilidade de seguir atuando fora do Brasil.
“É minha primeira experiência fora do Brasil e estou muito feliz, gostando bastante. É um clube muito bom, que dá um suporte a mais e me adaptei bem por aqui desde a chegada”, revelou.
Marcelinho já participou de 26 jogos pelo Al Dhafra, de acordo com dados do site ogol. Foram três gols e uma assistência. O atleta conta que o nível do futebol no país evoluiu, com chegada de jogadores de seleções e com passagens pelo Campeonato Inglês, prinicipalmente, além de revelar que os times tem buscando ter mais posse e atuar com transições.
“Penso em fazer minha carreira aqui fora. Meu contrato com o clube, que é de empréstimo, vai até final de maio, mas estou bem feliz com minhas atuações e o presidente gosta muito de mim, então creio que eu vou ficar bastante tempo aqui no país”, projetou.
Apesar do cenário de instabilidade política frequente no Oriente Médio, com ataques recentes do Irã, o governo dos Emirados Árabes Unidos garantiu a segurança de todos. “Agora a gente tá vivendo normal. No começo, a gente, a gente que é de fora, não conviveu com isso no Brasil, ficamos um pouco com medo, mas depois a gente soube das grandes defesas que tem o país e o governo também foi muito bom nessa questão, então ficamos um pouco mais tranquilos”, explicou.
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Marcelinho falou ainda da possibilidade de ver um companheiro de equipe ser adversário da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, defendendo Marrocos, em confronto da fase de grupos. “Ele é centroavante, chama Karim (El Barkaoui). Experiente, ajuda bastante. Se jogar contra o Brasil, torço pro Brasil, mas que ele não faça gol”, brincou. O elenco conta ainda com outro atacante marroquino, que é Abderahmane Soussi.

Relação com o Atlético
Natural de Anicuns, cidade onde os pais ainda moram, e com familiares em Trindade, Marcelinho jogou no Atlético até a categoria sub-17. Após passagens por Palmeiras, Vasco, Cruzeiro, Ferroviária-SP, Água Santa, Tombense-MG, Santos e Juventude, retornou ao Dragão em 2024. Porém, teve uma curta passagem, com apenas 25 jogos, com sete gols e três assistências, até ser emprestado ao Al Dhafra pelo Tombense.
Mesmo assim, mantém o carinho pelo Dragão e garante seguir na torcida, à distância. “Acompanho sempre. O Atlético foi o clube onde eu comecei tudo na minha carreira. Muitos não me conheciam, mas aos 14, 15 anos eu fui pro Atlético, fiquei dois anos na base e depois fui pra São Paulo, no Palmeiras. Então já tinha um vínculo aqui, meu avô e meus primos são atleticanos. Depois, quando eu voltei também fui muito feliz. Continuo acompanhando e vou acompanhar sempre”, garantiu.
E um retorno ao Atlético vai acontecer? Marcelinho foi questionado e destacou a vontade de atuar novamente no clube no futuro. “A gente sempre pensa em retornar ao clube que te abriu as portas. A gente não sabe o dia de amanhã, né? Posso terminar a temporada aqui e voltar. Eu ficaria muito feliz se tivesse a oportunidade de voltar ao Atlético, que me abriu as portas”, concluiu.


