Estudante de Veterinária surda cria coleiras refletivas para cães e gatos de rua em Rio Verde

Redação
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Estudante de Veterinária surda cria coleiras refletivas para cães e gatos de rua em Rio Verde

Com iniciativa de baixo custo e processo aberto a interessados, Ana Luiza busca reduzir atropelamentos noturnos

Estudante de Veterinária surda cria coleiras refletivas para cães de rua em Rio Verde

Estudante de Veterinária surda cria coleiras refletivas para cães de rua em Rio Verde (Foto cedida ao Mais Goiás)

A estudante de Medicina Veterinária em Rio Verde, Ana Luiza, que é surda, lidera um projeto que produz e distribui coleiras refletivas para cães e gatos em situação de rua. Segundo ela, que conversou com o Mais Goiás nesta segunda-feira (6), o objetivo é reduzir atropelamentos durante o período noturno.

O interesse no projeto começou quando ela viu um animal equipado com o acessório nas ruas de Brasília. Diante da situação, ela decidiu pesquisar e desenvolver um modelo próprio. Como não obteve retorno de quem já havia feito algo semelhante, ela e seu grupo partiram para a experimentação.

Na construção do projeto, eles contaram com uma costureira, testaram materiais em lojas de aviamentos e refinaram o produto com insumos comprados pela internet. Foram cerca de três meses de trabalho até chegar a uma versão funcional e de baixo custo.

E, mesmo com todas as dificuldades para desenvolver o projeto, Ana e os demais voluntários tornaram o processo completamente aberto. As instruções de confecção e as indicações de onde adquirir os materiais são repassadas gratuitamente a qualquer interessado. Vale destacar que a iniciativa já chegou a outros estados.

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(Foto cedida ao Mais Goiás)

Vivência

Ana revela que a ideia surgiu a partir da vivência dela com animais de rua. “Eu sempre ajudei no resgate e cuidado, e percebi que muitos sofrem acidentes, principalmente à noite. Então pensei em algo simples, mas que pudesse ajudar na segurança deles, como a coleira refletiva”, detalhou. Ela expõe que teve apoio em casa para tocar o projeto, mas também do ex-prefeito Paulo do Vale e do deputado estadual Lucas do Vale, que ajudou na aquisição dos materiais.

Ela cita que o processo foi rápido, mas de muito aprendizado. Inclusive, “já está em uso e funcionando muito bem. As coleiras são distribuídas principalmente em Rio Verde e região. Algumas também já chegaram a outras cidades por meio de pessoas que apoiam o projeto”.

Como o projeto não tem fins lucrativos, Ana espera que mais animais sejam vistos e protegidos, evitando acidentes. “E também que mais pessoas se conscientizem sobre o cuidado com os animais de rua”, diz e emenda: “A ideia é ajudar, não lucrar. Escolhi isso porque acredito que salvar vidas é mais importante e todos podem contribuir de alguma forma.”

Apoio de todos

Ana e o pai também têm deixado algumas coleiras com moradores de rua. A decisão ocorre, pois eles convivem diariamente com esses animais e acabam ajudando a colocar nos cachorros. “Eles se tornam parceiros importantes nesse cuidado.” Apesar de não terem parceriais fixas, o grupo já conta com apoio de protetores independentes.

Questionada sobre o número já produzido, ela não soube estimar, mas afirma que a produção continua, conforme consegue apoio. “Quero reforçar a importância da conscientização. Pequenas atitudes salvam vidas. E, quem quiser ajudar, seja com doações ou divulgando, já faz muita diferença. Nosso intuito é chegar às prefeituras e ao nosso governador e mostrar que sim, existem pessoas boas que estão disponíveis para ajudar.”

Quem quiser colaborar pode falar diretamente com a Ana pelo número (64) 99335-5487 ou com o pai dela, Wmarley, (62) 99329-5749.

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