Uma onda de calor intensa está atingindo a Espanha neste fim de semana, que começa em 31 de julho de 2026, elevando o risco de incêndios florestais para um nível crítico em grande parte do país. As temperaturas devem permanecer elevadas, com picos entre 39ºC e 42ºC, continuando o padrão climático que tem marcado o mês de julho na nação ibérica e que já causou o maior incêndio da história do país.
Alerta de calor intenso e perigo de incêndios florestais
A Agência Estatal de Meteorologia da Espanha (Aemet) informou que a atual onda de calor, iniciada em 29 de julho de 2026, persistirá até 3 de agosto de 2026. Esta condição meteorológica adversa traz consigo a preocupação crescente com a proliferação de focos de fogo, especialmente devido à combinação de ventos do sul e baixíssima umidade relativa do ar. A Secretaria-Geral da Proteção Civil e Emergências mantém um alerta especial desde a quarta-feira, com 70% de probabilidade de ocorrência do fenômeno.
Regiões mais afetadas pelas altas temperaturas
As temperaturas mais elevadas serão registradas no Vale do Ebro e nas depressões do nordeste, onde os termômetros podem alcançar entre 40°C e 42°C, podendo até superar esses valores em algumas áreas baixas de Navarra. No sudoeste da Península Ibérica, as máximas previstas ficam entre 39°C e 41°C. Nas Ilhas Canárias, espera-se que as temperaturas variem de 34°C a 37°C, principalmente nas encostas sul. Este cenário de calor persistente tem sido um fator crucial em uma temporada de incêndios já considerada histórica para a Espanha, incluindo o maior incêndio já documentado no país, ocorrido em Ávila.
Impacto dos ventos e a mudança no perfil dos incêndios
Apesar de não se preverem rajadas de vento extremamente fortes, a presença do vento sul complica o trabalho de combate aos focos ativos de incêndio. A Aemet emitiu alertas de perigo de incêndio “muito alto” ou “extremo” para a maioria das regiões durante todo o fim de semana. Especialistas florestais têm alertado para uma mudança significativa no comportamento da época de incêndios. Áreas como a Galiza, que historicamente atingiam o pico de risco em agosto ou setembro, agora apresentam a vegetação seca necessária para a ignição de incêndios já em julho, indicando uma extensão do período de vulnerabilidade.
Grandes focos de incêndio ainda ativos na Espanha
Os grandes incêndios florestais que atingiram a Espanha em julho ainda não foram totalmente controlados. O incêndio que devastou regiões de Madri, Ávila e Toledo — considerado o maior da história recente do país, queimou aproximadamente 77.000 hectares e levou à evacuação ou confinamento de mais de 90.000 pessoas no seu auge. Embora estabilizado, as equipes de monitoramento continuam atentas ao perímetro. Enquanto isso, o incêndio de Castellón já consumiu cerca de 10.000 hectares, demonstrando a gravidade contínua da situação.
Recomendações da Defesa Civil para a população
- Evitar a exposição solar durante as horas mais quentes do dia.
- Tomar precauções extremas, especialmente em áreas rurais e florestais.
- Estar atento aos alertas meteorológicos e seguir as instruções das autoridades locais.
Previsão de melhora climática a partir de 3 de agosto de 2026
Uma possível mudança nas condições atmosféricas pode trazer alívio a partir de 3 de agosto de 2026. A Aemet prevê que a atmosfera comece a se tornar instável no interior do terço norte do país e na Comunidade Valenciana. Espera-se a ocorrência de aguaceiros e trovoadas ocasionais, que poderão provocar uma queda nas temperaturas nas regiões onde a precipitação for mais intensa, oferecendo um respiro após dias de calor e tensão.




California will remain hot this weekend, with interior Central & Southern CA reaching the low 100s according to @NWS.
Heat-related illness risk ranges from moderate to extreme. Stay hydrated, keep cool, and avoid strenuous activity during the hottest part of the day.
Hot,… pic.twitter.com/jSHnkoOsem
