Entenda origem do coelho da Páscoa e diferentes significados

Redação
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Entenda origem do coelho da Páscoa e diferentes significados

Personagem é considerado um dos principais símbolos da Páscoa

Entenda a origem do coelho da Páscoa e seus diferentes significados

Coelho da Páscoa – Foto: Freepik

Da Redação

Com a chegada da Páscoa, o coelho volta a ocupar vitrines, campanhas publicitárias e tudo relacionado a data. Embora esteja associado principalmente aos ovos de chocolate e à ideia de fertilidade, a origem desse símbolo reúne diferentes interpretações ao longo da história, tanto dentro quanto fora do cristianismo.

Atualmente, o coelho é ligado à fertilidade por sua alta capacidade reprodutiva, com gestação curta e várias ninhadas ao longo do ano. No entanto, durante a Idade Média, a lebre (animal próximo ao coelho) chegou a ser associada à castidade dentro da tradição cristã. A crença da época dizia que o animal poderia se reproduzir sem relação sexual, o que o aproximava simbolicamente da virgindade de Maria.

Essa ligação aparece em obras do Renascimento, como “Madonna del Coniglio”, de Tiziano Vecellio, que associa a imagem da Virgem Maria ao animal. Com o tempo, a lebre foi substituída pelo coelho, considerado mais dócil e próximo do ambiente doméstico, facilitando sua incorporação às tradições populares.

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Outra versão dentro do cristianismo aponta que um coelho teria presenciado a ressurreição de Jesus Cristo. Segundo a lenda, o animal estaria no interior do túmulo e teria sido o primeiro a testemunhar o milagre, passando a simbolizar o anúncio da nova vida, especialmente para as crianças.

Fora do cristianismo, o simbolismo também aparece em tradições europeias. Na Alemanha, surgiu a figura da Osterhase, uma lebre que escondia ovos decorados para que as crianças os encontrassem durante a primavera. O costume foi levado para os Estados Unidos por imigrantes alemães no século XVIII, contribuindo para sua popularização.

Além disso, o monge Beda, no século VIII, relacionou a origem da Páscoa à deusa germânica Eostre, ligada à fertilidade e ao renascimento da natureza. Segundo a mitologia, a deusa teria transformado um pássaro em coelho, que, em agradecimento, passou a oferecer ovos, elemento que também simboliza vida nova.

Com o passar dos séculos, essas tradições se misturaram e ajudaram a consolidar o coelho como um dos principais símbolos da Páscoa. No Brasil, essa associação se popularizou apenas no início do século XX, reforçada pela influência europeia e pela indústria de chocolates.

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