Estimativas de órgãos especializados apontam chances de a próxima formação do fenômeno climático ser o mais forte já registrado
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (10/6) que o Brasil está preparado antecipadamente para as possíveis consequências do próximo El Niño, fenômeno climático causado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico.
Estimativas do Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo (ECMWF, na sigla em inglês), considerado um dos mais precisos e confiáveis do planeta, apontam que há chances de a próxima formação do fenômeno ser a mais forte já registrada.
“Pela primeira vez, a gente está saindo na frente, inclusive na luta para combater as possíveis queimadas que vão vir, porque a perspectiva é de que o El Niño vai ser muito violento e que a gente pode ter mais desastre climático. Pela primeira vez, nós estamos preparados antecipadamente para enfrentar essa situação”, informou Lula.
A declaração foi dada durante cerimônia de anúncio de uma série de medidas voltadas à agenda ambiental, em referência ao Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho.
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Segundo as previsões do ECMWF, as temperaturas da superfície do mar de uma região importante do Oceano Pacífico Equatorial podem subir de 3ºC a 4ºC acima da média até dezembro deste ano. Se a hipótese se confirmar, a probabilidade de o El Niño de 2026 ser significativamente mais forte do que em anos recordistas, como 1997-1998 e 2015-2016, é considerável.
De acordo com a Organização Meteorológica Mundial (OMM), órgão vinculado à Organização das Nações Unidas (ONU), há 80% de chances de o fenômeno se formar antes de setembro e 90% antes de novembro. Além disso, a instituição faz o mesmo alerta do ECMWF: o evento tem potencial para ser forte.
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Possíveis efeitos
O El Niño ocorre a cada dois a sete anos e, quando acontece, o fenômeno eleva a temperatura da superfície do mar no Oceano Pacífico Equatorial. Como consequência, ele pode enfraquecer ou inverter a orientação dos ventos alísios, circulações atmosféricas globais cruciais, e atrapalhar os padrões climáticos globais e de precipitação.
O último fenômeno, iniciado em junho de 2023 e estendido até 2024, foi o mais quente já registrado e causou impactos negativos na agricultura global.
O próximo El Niño pode gerar um período de insegurança alimentar impulsionada pelas tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, o que preocupa ainda mais os especialistas.



