O presidente Adson Batista não saiu nada satisfeito do Jorge Ismael de Biasei, o Jorjão, em Novo Horizonte-SP. Após o 3 a 0 sofrido para o Novorizontino pela 16ª rodada, o dirigente desabafou em entrevista coletiva, e disse que o Atlético poderia ter saído do confronto com uma goleada, e que o placar ficou barato.
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“Era tudo que eu temia, né? Por que chega um ponto que a comissão permanente chega em um limite. Aí jogador começa a, cada um, fazer o que quer, jogar para si. Hoje foi um dia muito negativo, o Atlético não vinha tomando muitos gols. E hoje, pelo futebol que nós apresentamos, ficou barato. A gente podia ter saído daqui até com uma goleada histórica aqui porque ninguém conseguiu jogar nada”, avaliou.

Jogadores
Além do desempenho ruim da equipe, Adson mostrou descontentamento com os jogadores, principalmente com a postura e o comportamento em campo.
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“É zagueiro querendo ser habilidoso, zagueiro que tem pouca habilidade, laterais que parecem que estão fazendo favor para jogar no Atlético, parece que fazem favor, parece que eu não pago eles. Então são situações que a gente vai ter que refletir muito. Jogadores jogando sem alma, sem inspiração, sem honrar a camisa. Eu já desisti do Assis [meia], vamos ter que emprestar ele para jogar em outro clube porque aqui não dá conta. Entra, foi só o time definhando, perdeu o esquema tático, não tem marcação. No meio-campo você precisa ter marcação, o cara pode ser meia, pode ser quem for, mas precisa marcar. Aí ninguém marcou, tudo aberto. Jogadores que eu gosto como Coutinho sem aquela intensidade necessária, Geovany caiu muito de produção”, enumerou o presidente.

Nem a parte ofensiva do time, que vinha agradando, saiu ilesa da análise do presidente. “Péssima. Muito ruim. Não segura a bola na frente, nosso meio-campo muito espaçado, com uma intensidade muito pequena. O Atlético hoje para mim foi a pior partida que ele fez no campeonato, sem vontade, sem disposição, sem aquele vigor que o futebol profissional exige”, afirmou.
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Ainda segundo o presidente, o Atlético precisa oxigenar o elenco e vai utilizar a janela do meio do ano para isso, liberando e trazendo novos jogadores. “A gente vai liberar volantes porque tem dois chegando, o Ariel já liberamos, Jader já liberamos, estamos com possibilidade de liberar mais jogadores, e isso vai acontecer porque são jogadores que não renderam em momento nenhum”, confirmou.
Treinador
A comissão técnica permanente, que vem comandando o Dragão nos últimos jogos após a saída de Eduardo Souza, também não escapou das críticas. Desde que Renan Brito assumiu como interino, o rubro-negro teve um empate (contra Sport), uma vitória (contra Ponte Preta) e uma derrota (Novorizontino). Adson disse que o Atlético precisa ir ao mercado em busca de um novo treinador.

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“Nós vamos ter que acelerar e trazer um treinador. As opções não são boas, não têm um perfil que nós queremos, mas vamos ter que trazer um treinador porque sem treinador nós não podemos ficar”, disparou o dirigente. “É trazer um treinador que possa implantar um esquema de jogo, organizar, fazer as mexidas que precisam ser certas, porque hoje toda leitura que foi sendo apresentada não deu resultado, foi piorando o time. Infelizmente fizemos um primeiro tempo razoável, ainda estava com um buraco ali no meio. Aí no segundo foi pior e virou pelada, ficou barato o resultado que nós estamos levando para casa”, complementou.
Acesso
O Atlético está estagnado na parte de baixo da tabela. Na 12ª posição, o time goiano tem 21 pontos em 48 possíveis, e pode ver aumentar a distância para o grupo dos seis primeiros colocados que disputarão os playoffs do acesso. Para Adson Batista, disputar uma vaga na Série A 2027 hoje não é uma realidade da atual equipe. O dirigente pontuou ainda que o Dragão corre contra o tempo para regularizar o transfer ban, punição administrativa imposta pela Fifa que proíbe um clube de futebol de registrar e inscrever novos jogadores.

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“Muito longe. Hoje não adianta falar em acesso, coisa que nós já conseguimos outras vezes. Com essa bola e essa disposição nós não vamos chegar a lugar nenhum. Evidente que a gente tem alguns jogadores para estrear, estamos trabalhando para poder regularizar nosso transfer ban. Tem que entender que a se a gente não colocar um sangue novo na nossa equipe (…) o Marrony doente, alguns jogadores também estavam gripados, então foi um dia muito ruim, mas não serve de desculpa. Se está mal tecnicamente, se está com alguma dificuldade, precisa competir, precisa duelar, coisa que nós não fizemos e pagamos um preço altíssimo”, concluiu.
No próximo domingo (12), o Atlético enfrenta o Fortaleza, quarto colocado do campeonato com 28 pontos, no Estádio Antônio Accioly, às 18h, pelo horário de Brasília.


