Defesa de Zambelli alegará que prisão no DF desrespeita direitos humanos – UOL Notícias

Última audiência foi desmarcada por causa do relatório. Na ocasião, os advogados Pieremilio e Alessandro Sammarco informaram ter recebido o documento um dia antes e solicitaram prazo para análise. Os juízes aceitaram o pedido e remarcaram a sessão para amanhã. Segundo a defesa, a documentação está incompleta, pois faltam imagens do banheiro e da cela específica onde Zambelli cumpriria a pena.

Defesa pediu sucessivos adiamentos. O da audiência do dia 18 foi o mais recente. Outras duas audiências anteriores também foram remarcadas. Os pedidos são vistos como estratégia para ganhar tempo, já que cada prolongamento mantém a ex-deputada em solo italiano.

Primeira audiência ocorreria em 27 de novembro. Mas teve de ser remarcada porque os advogados de Zambelli decidiram aderir a uma greve da categoria.

Segundo adiamento ocorreu em 4 de dezembro. Na ocasião, a defesa pediu para analisar um parecer da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara que defendia a manutenção do mandato dela. O parecer, usado como argumento para evitar a extradição, acabou rejeitado dias depois —a CCJ decidiu, com margem apertada, pela cassação.

Zambelli renunciou ao mandato em 14 de dezembro. Após a CCJ votar pela cassação de Zambelli, o plenário da Câmara decidiu manter o mandato. Mas o STF anulou a sessão da Câmara e a reação de Zambelli foi apresentar sua carta de renúncia.

Ex-deputada foi presa na Itália em julho. Em outubro, o Ministério Público italiano já havia se manifestado a favor da extradição.