Treinador destaca tradição do estádio, mas afirma que campo precisa estar em boas condições
Foto: Rosiron Rodrigues/ GEC
O Goiás avalia a possibilidade de mandar o confronto diante do Cruzeiro, pela 5ª fase da Copa do Brasil, no Estádio Serra Dourada. A partida está marcada para quarta-feira (22/4), às 19h. Questionado sobre a chance de atuar no principal palco do futebol goiano, o técnico Daniel Paulista adotou tom cauteloso: não se colocou contra a mudança, mas reforçou a identificação com o Estádio Hailé Pinheiro.
“É uma coisa que já está há alguns dias acontecendo, eu particularmente adoro aqui a Serrinha, acho que é um estádio fantástico, é a casa do Goiás, acho que todos nós estamos muito à vontade como jogamos aqui, e acho que isso fica evidente dentro de campo. Mas ao mesmo tempo também eu reconheço que pelo tamanho do clube, pelo tamanho da nossa torcida, em determinados momentos o Serra Dourada se faz presente, porque o Serra Dourada sempre foi a casa do futebol goiano e principalmente a casa do Goiás”.
Leia também: Lateral do Goiás passa por cirurgia de emergência; entenda o que aconteceu
O treinador também relembrou experiências marcantes no estádio, ainda como jogador, destacando a força do Goiás atuando no local com casa cheia.
“Eu particularmente tenho muita lembrança de ter vindo à Goiânia e enfrentar o Goiás no Serra Dourada, e ter enfrentado o Goiás com casa cheia. Eu joguei um jogo aqui contra o Goiás em 2004, o Goiás tinha Grafite, o Santos tomou 3 a 0 aqui dentro, o Santos campeão brasileiro em 2002, vice-campeão da Libertadores em 2003, perdeu aqui dentro com o Timaço do Goiás, com o Josué, com o Fabão, era um time absurdo, 2003, faz muito tempo já, mas eu lembro porque nós tomamos um atropelo aqui dentro”.
Apesar de ver com bons olhos a possibilidade, Daniel Paulista demonstrou preocupação com as condições do gramado do Serra Dourada, que está fechado há um longo período e passa por processo de recuperação.
“Com relação a ir jogar no Serra Dourada, eu particularmente não vejo nenhum problema. Agora, o Serra Dourada está fechado há muito tempo, então existe um problema do gramado hoje, sei que existe uma equipe hoje que está trabalhando, dirigida pelo clube, para que haja essa melhora, e a gente depende do tempo, das condições climáticas, do que está sendo feito, para ver se o gramado vai responder à necessidade que existe, porque é um jogo de grande nível, de duas equipes que precisam de um campo de excelência, o Goiás é uma equipe que já ficou provado, que precisa de um bom campo para que se desenvolva a sua melhor qualidade, isso também é uma coisa que está evidente, desde o início da temporada”.
Por fim, o treinador destacou que a definição deve passar por uma avaliação nos próximos dias, além da necessidade de adaptação prévia ao palco, caso a mudança seja confirmada.
“Então, acho que tudo a seu tempo,está um trabalho sendo feito, e no momento oportuno vai haver uma visita para ver como o gramado está reagindo, nós precisamos também treinar uma ou duas vezes ali também, para ter uma melhor noção de espaço, de dimensões do próprio campo, mas se tivermos condições, claro que eu vejo com bons olhos, que eu acho que vai premiar não só um grande jogo, do tamanho da tradição do Goiás, mas a volta de um grande espetáculo dentro do próprio centro do futebol goiano, que foi o Serra Dourada por muito tempo.”
Leia também: Goiás comemora 83 anos com vitória e liderança na Série B


