Cuba responde oferta de US$ 100 milhões dos EUA dizendo que seria ‘mais fácil’ suspender o bloqueio
País caribenho está submetido, desde o fim de janeiro, a um bloqueio energético dos EUA e enfrenta uma crise energética muito grave.
O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, em 16 de janeiro de 2026 — Foto: REUTERS/Norlys Perez

Imagens de satélite mostram apagão em Cuba após colapso no fornecimento de energia; FOTO
Cuba está submetida, desde o fim de janeiro, a um bloqueio energético dos Estados Unidos e enfrenta há vários dias uma crise energética muito grave, que provoca cortes de eletricidade e uma crescente exasperação da população.
“Os danos poderiam ser aliviados de uma maneira mais fácil e rápida com o levantamento ou o afrouxamento do bloqueio, pois se sabe que a situação humanitária é friamente calculada e induzida” por Washington, escreveu Díaz-Canel no X.
“Estamos dispostos a escutar as características da oferta e a forma como se materializaria”, respondeu, nesta quinta, o ministro das Relações Exteriores cubano, Bruno Rodríguez, no X.
Os Estados Unidos afirmam que a situação em Cuba se deve à má gestão econômica interna.
“É uma economia quebrada e disfuncional, e é impossível mudá-la. Gostaria que fosse diferente”, disse o chefe da diplomacia americana, Marco Rubio, em declarações à Fox News a bordo do Air Force One, enquanto viajava com o presidente Trump para a China.
Os apagões, habituais há meses, se agravaram nas últimas horas. Segundo dados oficiais compilados pela AFP, 65% do território cubano sofreu cortes simultâneos de energia na última terça-feira.
Devido à asfixia do bloqueio energético imposto pelos Estados Unidos, as reservas de combustível de Cuba já “se esgotaram”, informou o ministro de Energia e Minas, Vicente de la O Levy, em declarações à televisão estatal na quarta-feira.


