Ciclone extratropical avança pelo Sul do Brasil e provoca tempestades intensas nesta sexta-feira 28

Redação
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Ciclone extratropical avança pelo Sul do Brasil e provoca tempestades intensas nesta sexta-feira 28

Um ciclone extratropical associado a uma frente fria avança pela região Sul do Brasil nesta sexta-feira, 28 de novembro de 2025, afetando principalmente o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. O fenômeno, formado em alto-mar entre o Sul e o Sudeste, gera chuvas intensas e rajadas de vento que podem superar 100 km/h em áreas litorâneas e serranas. Autoridades meteorológicas registram o deslocamento do sistema desde a manhã, com impactos iniciais na faixa leste dos estados.

As condições climáticas resultam da interação entre massas de ar quente e frio, criando nuvens carregadas do tipo cumulonimbus. Volumes de precipitação acumulada podem ultrapassar 30 mm em curtos períodos, elevando o risco de transtornos urbanos. O Instituto Nacional de Meteorologia emitiu alertas para monitoramento contínuo das áreas vulneráveis.

  • Chuvas mais intensas previstas para o leste e oeste do Rio Grande do Sul pela manhã.
  • Avanço para Santa Catarina e Paraná à tarde, com foco no sudeste catarinense.
  • Possibilidade de granizo isolado em regiões serranas durante o dia.

Trajetória do sistema meteorológico

O ciclone se organiza sobre o oceano Atlântico Sul, com centro de baixa pressão abaixo de 1000 hectopascais, o que indica intensidade elevada. Essa configuração facilita o desenvolvimento de tempestades, com ventos girando no sentido horário no Hemisfério Sul. A formação ocorre tipicamente após a passagem de frentes frias vindas da Antártida, influenciando o clima subtropical brasileiro.

No Rio Grande do Sul, o sistema atinge a metade norte pela tarde, aproximando-se de Porto Alegre e regiões costeiras. Em Santa Catarina, os efeitos se concentram entre a serra gaúcha e a serra catarinense, com chuvas irregulares na faixa oeste possivelmente mais secas. O Paraná registra precipitações no leste e sudeste, estendendo-se ao litoral paranaense à noite.

Áreas mais vulneráveis no Paraná

O leste do Paraná enfrenta chuvas intensas a partir da tarde, com acumulados que podem gerar alagamentos em vias urbanas. Cidades como Curitiba e região metropolitana ativam planos de contingência para drenagem.

Rajadas de vento acima de 70 km/h afetam estruturas expostas, como telhados e árvores. A Defesa Civil local orienta a fixação de objetos soltos em áreas abertas.

No litoral paranaense, a ressaca marítima eleva o nível do mar, impactando praias e portos. Embarcações de pequeno porte recebem alertas para abrigo imediato.

Previsões indicam diminuição das precipitações após as 20h, mas monitoramento persiste até sábado.

Vento forte, ciclone extratropical
Vento forte, ciclone extratropical – Foto: imagedepotpro/ Istockphoto.com

Impactos previstos em Santa Catarina

Tempestades se intensificam no sudeste catarinense pela manhã, entre São Joaquim e Barra Queimada. Florianópolis e Grande Florianópolis registram volumes elevados, com risco de interrupções no tráfego.

A serra catarinense vê ventos fortes, potencializando quedas de galhos em rodovias. Equipes de manutenção atuam em pontos críticos como a BR-116.

  • Risco de destelhamentos em construções leves devido a rajadas.
  • Danos na rede elétrica por colisões de árvores com postes.
  • Alagamentos em áreas baixas do Vale do Itajaí à noite.

O litoral norte catarinense fecha o dia com chuvas persistentes, afetando o turismo costeiro.

Situação no Rio Grande do Sul

A parte leste e oeste gaúcha recebem as primeiras chuvas intensas às 8h locais. Porto Alegre e metropolitana enfrentam picos de precipitação, com estações registrando 25 mm em uma hora.

Oeste do estado, incluindo a Campanha, vê instabilidade prolongada até o entardecer. Agricultores monitoram lavouras expostas a granizo pontual.

A serra gaúcha, entre Caxias do Sul e Vacaria, registra ventos de até 90 km/h.

Uma única ocorrência de microexplosão ocorreu na madrugada, com rajadas localizadas acima de 120 km/h. Autoridades confirmam estabilização gradual após o meio-dia.

Medidas de resposta das autoridades

Defesas Civis de RS, SC e PR coordenam ações integradas desde quinta-feira. Centros de comando operam 24 horas para resposta rápida a chamadas.

População recebe orientações via aplicativos e rádios locais sobre abrigo em estruturas seguras.

Em Santa Catarina, a Secretaria de Proteção e Defesa Civil distribui kits de emergência em municípios de risco. No Paraná, barreiras contra enchentes se instalam em rios urbanos.

  • Evitar deslocamentos desnecessários durante picos de chuva.
  • Manter distância de árvores e postes em ventania.
  • Reportar incidentes pelo telefone 199.

O monitoramento federal envolve o Inmet e Cemaden para atualizações em tempo real.

Características do fenômeno climático

Ciclones extratropicais diferem dos tropicais por seu núcleo frio e ocorrência em latitudes médias. No Brasil, formam-se com frequência na primavera, associando-se a frentes frias antárticas.

O sistema atual se aprofunda sobre o mar, deslocando-se de oeste para leste. Anomalias de temperatura em 850 hPa confirmam a acoplagem de frentes quente e fria.

Pressões baixas geram circulação que eleva ar úmido, formando nuvens cumulonimbus com raios e granizo. Histórico recente inclui eventos semelhantes em novembro de 2024, com danos em SC.

Essa dinâmica explica a irregularidade das chuvas, com áreas secas contrastando com zonas de alta precipitação. Previsões indicam enfraquecimento do ciclone no domingo, com ventos reduzidos no litoral.

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