A cena do carrinho de bebê, quando Joelly reencontra sua filha e Raul finalmente faz alguma coisa que preste, é um ótimo resumo do que foi Três Graças. Exagerada, cheia de referências (da alta, média e baixa cultura), eventualmente estapafúrdia, mas sempre com o coração no lugar certo. Gosto especialmente do momento em que, logo depois de toda a confusão, as três Graças do título organizam uma foto com a quarta Graça, cuja trajetória serviu como norte para boa parte da história.
Do filme soviético ‘Encouraçado Potemkin’ de 1925 ao ruidoso divórcio de Belo com Viviane Araújo nos anos 2000, tendo uma escultura neoclássica italiana no cerne de sua história, misturando o drama das mães solo e da gravidez na adolescência, Três Graças recupera o real significado da cultura pop em todo seu esplendor.
Um caldeirão quente e variado que divertiu e emocionou, e certamente será celebrado em verso e prosa pelos anos que virão.
Sorte que ainda tem uns dias até o capítulo final. Mas já estou com saudades.
Chicômetro: Nota 10 / 10
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Opinião
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