Célula de sobrevivência salva motorista soterrada – Foto: Reprodução/ TV Globo
Uma motorista de 23 anos sobreviveu após ficar soterrada por duas horas sob uma carga de serragem em um acidente na alça de acesso à BR-448, em Porto Alegre, na manhã de 9 de outubro de 2025. Eduarda Corrêa, que dirigia um carro de passeio, foi atingida pelo tombamento de uma carreta, mas a estrutura reforçada do veículo e o uso do cinto de segurança foram cruciais para sua sobrevivência. Ela permanece internada em estado estável, sem previsão de alta. O resgate envolveu equipes do Samu, Brigada Militar e Corpo de Bombeiros.
A jovem conseguiu contato com familiares durante o incidente, o que agilizou a chegada dos socorristas. O material da carga, serragem, menos denso, também contribuiu para a formação de uma bolha de ar, essencial para mantê-la viva.
- Fatores de sobrevivência: Estrutura reforçada do carro e uso do cinto de segurança.
- Tempo de resgate: Aproximadamente duas horas, com ação coordenada de equipes de emergência.
- Condição da vítima: Estado estável, com acompanhamento médico no Hospital Cristo Redentor.
O motorista da carreta sofreu ferimentos leves e foi atendido em Canoas.
Célula de sobrevivência foi determinante
A estrutura conhecida como célula de sobrevivência, presente em carros modernos, evitou a compressão total do veículo de Eduarda. Composta por colunas e portas reforçadas, ela absorveu o impacto do tombamento.
Segundo especialistas, a posição do carro e os vidros fechados criaram uma bolha de ar, permitindo que a motorista continuasse respirando durante o soterramento.
Papel da serragem no acidente
A carga de serragem, por ser um material leve e poroso, não invadiu completamente o interior do carro. Isso reduziu a pressão sobre o veículo e contribuiu para a preservação do espaço interno.
O engenheiro mecânico Anderson de Paulo explica que, em colisões, o motor é projetado para se desprender, evitando danos ao habitáculo. A combinação de fatores como a leveza da carga e a robustez do carro foi essencial para o desfecho positivo.
Segurança veicular em destaque
Carros modernos contam com sistemas de segurança ativa, como travamento automático de cintos e portas em desacelerações bruscas. O cinto de segurança e o airbag ajudam a controlar o movimento do corpo em impactos violentos.
A presença desses dispositivos no veículo de Eduarda foi crucial para minimizar lesões. Especialistas reforçam que detalhes, como o ponto exato da colisão, influenciam a sobrevivência em acidentes graves.
Esforço conjunto no resgate
O resgate de Eduarda mobilizou equipes especializadas, que atuaram por duas horas para retirá-la do veículo. A jovem permaneceu consciente e conseguiu se comunicar com os pais e o noivo, Gabriel Zanettin dos Santos, que chegou ao local antes dos profissionais.
Gabriel relatou que tentou remover a serragem até a chegada dos bombeiros. O Samu e a Brigada Militar também participaram da operação. A eficiência das equipes foi fundamental para o sucesso do resgate, sem agravamento do quadro da vítima.
Estado de saúde e próximos passos
Eduarda foi internada no Hospital Cristo Redentor, onde passou por exames. Apesar do susto, ela não apresenta fraturas ou perfurações, mas permanece sob observação devido a níveis elevados de CK, que indicam pressão muscular.
O acompanhamento médico inclui hidratação e controle da dor, com quadro estável.
Importância dos equipamentos de segurança
Ricardo Hegele, presidente da Abramet-RS, destaca que a célula de sobrevivência é projetada para proteger ocupantes em casos de capotamento ou colisões graves. No caso de Eduarda, a estrutura do carro e o uso correto do cinto de segurança evitaram consequências mais graves.


