Sobre o tema envolvendo Carros do futuro, além disso, em uma demonstração acompanhada pelo Fantástico, um veículo equipado com sistema de direção autônoma percorreu trajetos urbanos complexos, identificando semáforos, ciclistas, pedestres e outros veículos. Dessa forma, em determinados momentos, o carro tomou sozinho decisões de parada e retomada de movimento conforme as condições do trânsito mudavam. Com isso, ao final do percurso, encontrou uma vaga e realizou a manobra de estacionamento sem intervenção humana. Veja no vídeo acima.
Nesse sentido, A evolução dessa tecnologia tem sido uma das principais frentes de disputa entre montadoras e empresas de tecnologia. Portanto, se antes a corrida da indústria automobilística era por potência e desempenho dos motores, hoje o foco está em baterias, chips, câmeras e inteligência artificial. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a Carros do futuro continuam sendo acompanhados com atenção.
“Não são carros, são inteligência artificial sobre rodas”, resume o repórter Felipe Santana.
Em seguida, repórter testa como é andar em veículo que dirige e estaciona sozinho — Foto: Reprodução/TV Globo Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de Carros do futuro nos últimos dias.
Carros do futuro: Como funciona a direção autônoma
De acordo com as apurações, os carros autônomos utilizam diferentes tecnologias para interpretar o ambiente ao redor. Por outro lado, câmeras e radares registram informações sobre a via, os veículos, os pedestres e os obstáculos. Vale destacar que os dados são processados por sistemas computacionais que orientam as decisões do carro. Especialistas destacam que novas atualizações sobre Carros do futuro devem surgir em breve.
Sendo assim, na China, um dos veículos testados tem 11 câmeras e recursos que permitem executar funções como abrir portas sem contato físico. Além disso, O modelo também demonstra como as montadoras passaram a integrar cada vez mais componentes eletrônicos e sistemas inteligentes aos automóveis. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a Carros do futuro continuam sendo acompanhados com atenção.
A direção autônoma, porém, tem diferentes níveis de automação. Dessa forma, nos níveis iniciais, o veículo auxilia em funções específicas, como acelerar, frear ou manter a faixa de circulação. Com isso, em sistemas mais avançados, consegue executar mais tarefas sem intervenção humana.
Nesse sentido, no nível 3, o sistema pode assumir a direção em determinadas condições, mas o motorista precisa estar preparado para retomar o controle quando solicitado. Portanto, já no nível 4, o veículo consegue operar de forma autônoma dentro de áreas ou condições delimitadas. Em seguida, O nível 5 corresponde à automação completa, sem necessidade de intervenção humana na condução.
Os carros particulares testados na reportagem são classificados no nível 2 de automação. Apesar de conseguirem executar diversas tarefas, eles ainda dependem da supervisão do motorista.
Carros autônomos também enfrentam dificuldades
Apesar dos avanços, a tecnologia ainda precisa lidar com situações imprevisíveis. Trânsito intenso, pedestres, motocicletas, buracos, chuva e obstáculos incomuns podem dificultar a interpretação do ambiente pelos sistemas.
Uma pesquisa conduzida pelo especialista em tecnologia de veículos autônomos Alexandre Nascimento investigou como elementos inesperados diante das câmeras podem afetar a interpretação dos sistemas. Segundo a reportagem, os testes identificaram aumento de até cinco vezes, em média, no risco de acidentes em determinadas condições experimentais.
Em seguida, repórter testa como é andar em veículo que dirige e estaciona sozinho — Foto: Reprodução/TV Globo Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de Carros do futuro nos últimos dias.
A experiência em Nova York também evidencia esses desafios. Embora o carro consiga circular por ruas movimentadas e estacionar sem intervenção direta do repórter, o resultado depende de o sistema reconhecer corretamente as situações encontradas no caminho.
Por isso, mesmo quando o veículo executa as manobras sozinho, a responsabilidade e as exigências legais relacionadas à condução continuam sendo questões importantes.
Táxis sem motorista já circulam em algumas cidades
Além dos carros particulares, a reportagem mostra o funcionamento de táxis autônomos nos Estados Unidos e na China. Nesses serviços, o passageiro solicita a viagem por um aplicativo e embarca em um veículo que realiza o percurso sem um motorista ao volante.
Em São Francisco, nos Estados Unidos, o repórter testa um táxi autônomo que já havia sido acompanhado pela equipe em uma experiência anterior. Desta vez, o veículo percorre as ruas com maior desenvoltura, desvia de obstáculos e segue o trajeto programado.
Na China, a experiência ocorre em Pudong, uma região de Xangai com avenidas mais largas e circulação menos complexa em comparação com áreas mais congestionadas. O táxi também opera sem motorista, mas apresenta uma condução mais cautelosa e, em determinado momento, faz uma freada brusca.
Apesar de funcionarem sem um motorista no veículo, esses táxis operam em áreas delimitadas. A tecnologia é desenvolvida e treinada para condições específicas, o que significa que um sistema preparado para circular em uma cidade não pode necessariamente ser utilizado em qualquer outro lugar sem adaptações.
China e Estados Unidos disputam tecnologia
A corrida pelos carros autônomos faz parte de uma disputa mais ampla entre empresas chinesas e americanas pelo desenvolvimento de inteligência artificial, baterias, chips e sistemas capazes de processar grandes volumes de dados.
A China tem uma infraestrutura expressiva para veículos elétricos. Segundo os números apresentados na reportagem, o país conta com mais de 5 milhões de pontos públicos de recarga, enquanto os Estados Unidos têm cerca de 250 mil. O mercado chinês também reúne grandes fabricantes de baterias e empresas de tecnologia que trabalham em parceria com montadoras.
Os preços dos táxis autônomos apresentados na reportagem também evidenciam diferenças entre os mercados. O modelo americano pode custar mais de R$ 600 mil, enquanto o veículo chinês mostrado custa cerca de R$ 180 mil.
A diferença de preço é um dos elementos da estratégia chinesa para ampliar sua presença nesse setor. Mesmo com componentes de diferentes origens, os veículos dependem cada vez mais da integração entre hardware, software e inteligência artificial.
Em seguida, repórter testa como é andar em veículo que dirige e estaciona sozinho — Foto: Reprodução/TV Globo Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de Carros do futuro nos últimos dias.
Dados são parte central da tecnologia
Para funcionar, os carros autônomos precisam coletar e processar informações continuamente. Câmeras e radares registram o ambiente, enquanto os sistemas utilizam os dados para reconhecer situações, tomar decisões e aprimorar o desempenho.
Essas informações também têm valor para as empresas responsáveis pela tecnologia. A cada trajeto, os veículos podem reunir novos dados que ajudam a desenvolver sistemas mais sofisticados.
A coleta, no entanto, levanta questões sobre privacidade, monitoramento e o destino das informações dos passageiros. A reportagem mostra que algumas operações contam com equipes humanas que acompanham vários veículos simultaneamente, inclusive para verificar situações que exigem atenção.
A disputa pelos carros autônomos, portanto, vai além da capacidade de dirigir sem ajuda humana. Envolve também quem controla os sistemas, como os dados são utilizados e quais empresas terão protagonismo no desenvolvimento da inteligência artificial aplicada aos transportes.
Veja a reportagem completa no vídeo abaixo:

Carros inteligentes: um jogo disputado peça a peça por China e EUA
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