Sobre o tema envolvendo A gente não, além disso, O desejo de oferecer uma vida melhor à família levou Júlia Gaio, de 25 anos, e Maik Rodrigues, de 29, a deixar Anápolis, em Goiás, e recomeçar na Irlanda. Dessa forma, em janeiro de 2020, Maik embarcou para o país europeu em busca de melhores oportunidades de trabalho, enquanto Júlia permaneceu no Brasil, grávida do primeiro filho do casal.
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Com isso, em entrevista ao Mais Goiás, Júlia contou que conheceu Maik em 2014, quando os dois ainda moravam em bairros distantes de Anápolis. Nesse sentido, O relacionamento começou pelo Facebook e, durante seis anos, eles mantiveram um namoro com encontros pouco frequentes. Portanto, A decisão de morar juntos veio em 2019, quando ela engravidou. Em seguida, inicialmente, os dois foram morar com a mãe de Maik, mas a convivência com vários familiares fez com que começassem a procurar uma alternativa para conquistar a própria independência. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a A gente não continuam sendo acompanhados com atenção.

De acordo com as apurações, na época, Maik trabalhava em um depósito da empresa Rio Vermelho e recebia R$ 1,2 mil por mês. Por outro lado, com a chegada do primeiro filho, o casal começou a procurar imóveis para alugar nas proximidades do bairro Jaiara, onde ele morava, mas os preços estavam acima do orçamento. Vale destacar que ao colocar as despesas na ponta do lápis, os dois perceberam que seria difícil manter a própria casa e arcar com os custos de criar uma criança. Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de A gente não nos últimos dias.
Contexto e detalhes sobre A gente não
“Quando eu engravidei, a gente percebeu que precisava buscar algo melhor, encontrar uma saída, porque a gente não queria apenas sobreviver”, relatou Júlia.
Sendo assim, além das dificuldades financeiras, Júlia e Maik também precisaram lidar com a descrença de pessoas próximas. Além disso, segundo Júlia, familiares dos dois não acreditavam que a mudança para a Irlanda pudesse transformar a realidade do casal. “Vão fazer o quê na Irlanda? Dessa forma, ir para lá não vai mudar nada”, relembrou. Especialistas destacam que novas atualizações sobre A gente não devem surgir em breve.
Casamento, mudança de país e nascimento do primeiro filho
Com isso, A possibilidade de viver na Irlanda já existia por causa do pai de Maik, que morava no país havia mais de 30 anos e tinha cidadania irlandesa. Até então, porém, a mudança não era um plano concreto. Nesse sentido, A gravidez levou o casal a repensar o futuro e a considerar a imigração como uma oportunidade de melhorar as condições de vida.
Principais pontos e impactos da decisão
Portanto, júlia e Maik se casaram em 24 de dezembro de 2019. Em seguida, menos de um mês depois, em 19 de janeiro de 2020, ele embarcou para a Irlanda, enquanto a esposa permaneceu em Anápolis, grávida do primeiro filho. De acordo com as apurações, A decisão foi tomada apesar da resistência inicial do pai, que dividia uma casa com outros brasileiros e dizia não ter espaço para receber o filho.

Por outro lado, para viabilizar a viagem, Maik economizou parte do que recebia no trabalho e contratou um empréstimo de R$ 6 mil no Itaú. Vale destacar que A passagem custou cerca de R$ 6,5 mil, e ele deixou R$ 3 mil com Júlia para ajudá-la durante o período em que ficariam longe um do outro. Sendo assim, por coincidência, o pai também estava de férias no Brasil naquela época, e os dois retornaram juntos à Irlanda.
Além disso, A partida aconteceu pouco mais de um mês antes do nascimento do primeiro filho do casal. Dessa forma, tyler nasceu em 23 de fevereiro de 2020, enquanto o pai tentava se estabelecer no novo país. Com isso, júlia explicou que Maik decidiu viajar antes do parto porque temia que conhecer o bebê e acompanhar os primeiros momentos de vida dele tornasse ainda mais difícil deixar a família.
O que dizem as partes envolvidas
“Quando você vê seu filho ali, é complicado. Nesse sentido, você não quer abandonar, não quer sair de perto”, contou Júlia ao explicar o receio do marido.

Portanto, maik chegou à Irlanda como turista e, inicialmente, pretendia trabalhar em frigoríficos, como o pai. No entanto, a pandemia de Covid-19 e as dificuldades para obter a documentação mudaram seus planos. Ele solicitou o Stamp 4, autorização que permite a estrangeiros elegíveis residir e trabalhar no país. O pedido foi feito com base no vínculo familiar com o pai, cidadão irlandês. Enquanto aguardava a documentação, enfrentou dificuldades para conseguir emprego formal.
Enquanto Maik tentava se estabelecer no país europeu, Júlia permaneceu no Brasil com o filho. Durante quase dois anos, ele acompanhou o crescimento da criança à distância, por fotos e chamadas de vídeo, até conseguir voltar ao país para buscar a família.
Próximos passos e desdobramentos
Em novembro de 2021, após 12 meses de trabalho na Irlanda, Maik voltou ao Brasil para se reunir com Júlia e o filho. Com a ajuda do pai, ele conseguiu as passagens para a companheira, Tyler, a mãe e os dois irmãos mais novos. Cerca de dois meses depois, todos viajaram juntos para a Irlanda.
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Sem poder ficar parado enquanto aguardava a regularização, ele começou a procurar outras oportunidades. Como janeiro é um período de maior demanda de mão de obra nas fazendas irlandesas, devido à temporada de nascimento dos bezerros, encontrou uma alternativa no trabalho rural.
“No começo, achei bem difícil, porque não tinha inglês, não tinha experiência e não tinha certeza do que ia fazer aqui. Mas estava motivado porque queria dar uma vida melhor para a Júlia e para o meu filho”, afirmou Maik.
Mais detalhes sobre A gente não
Além de buscar melhores condições para a própria família, Maik também queria ajudar a mãe, que continuava no Brasil. Ele contou que usou o dinheiro que ganhou nos primeiros meses na Irlanda para reformar a casa dela, trocar os pisos, comprar móveis e enviar compras para serem entregues durante a pandemia.
Apesar disso, o período de trabalho sem documentação foi marcado por dificuldades. Maik relatou que passou por diferentes propriedades rurais e enfrentou situações em que se sentiu explorado, sem ter a quem recorrer para reivindicar melhores condições.
“Quando você não tem documento aqui, a vida do imigrante é muito difícil. Você não tem voz, não tem a quem recorrer. Eles sentem que podem explorar você até o limite”, disse.
Mais detalhes sobre A gente não
Reencontro da família e dificuldades na moradia
Após 12 meses de trabalho na Irlanda, Maik voltou ao Brasil, em novembro de 2021, para buscar a família. Com a ajuda do pai, foram compradas as passagens para Júlia, o filho do casal, a mãe e os dois irmãos mais novos dele. Cerca de dois meses depois, todos embarcaram juntos para a Irlanda.
Na volta, Maik já tinha conseguido um emprego formal em uma fazenda, que também ofereceu moradia para a família. As condições do imóvel, porém, se tornaram um dos principais desafios enfrentados pelo casal nos primeiros meses no país.
Júlia e Maik viveram por quase um ano em um mobile home, espécie de casa móvel semelhante a um trailer, instalado em uma área rural. Ela descreveu o lugar como inadequado para uma família com uma criança pequena. No inverno, o ambiente era muito frio, no verão, o calor tornava a permanência difícil. A umidade provocava mofo nas paredes e nas roupas, e a falta de máquina de lavar obrigava o casal a ir à cidade uma vez por semana para lavar as peças.
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Júlia também relatou preocupação com a localização da casa. O imóvel ficava próximo a um tanque aberto usado para armazenar dejetos dos animais e abaixo de uma área onde havia um boi. A proximidade com os animais e os resíduos, somada às condições precárias da moradia, aumentava o desconforto da família.
Apesar das condições precárias da moradia, Maik inicialmente relutou em deixar a propriedade porque queria continuar perto dos parentes, que viviam na região de Cork. Júlia, porém, defendia que a família precisava buscar uma estrutura melhor, mesmo que isso significasse se afastar da rede de apoio.
“Se não está bom, acho que você tem que procurar uma melhora. Você tem que priorizar a sua família. Não adianta pensar que está tudo bem só porque está ganhando em euro e não paga aluguel”, afirmou.
A procura por outra oportunidade levou o casal a visitar diversas fazendas até encontrar a propriedade onde trabalham atualmente. Júlia conta que o novo patrão conversou com os dois, apresentou a casa e explicou as condições oferecidas. Desde o primeiro contato, eles deixaram claro que pretendiam trabalhar juntos no futuro, embora, naquele momento, ela ainda se dedicasse principalmente aos cuidados do filho.
A saída do antigo emprego também foi marcada por dificuldades. Maik relatou que, depois de avisar que deixaria a propriedade, permaneceu por mais duas semanas a pedido da antiga patroa, que queria sair de férias. Nesse período, segundo ele, chegou a trabalhar das 4h às 22h e acumulou mais de 90 horas de serviço em uma semana. Ele afirma que recebeu apenas metade do valor devido pelo período e que o restante não foi pago. Mesmo diante do problema, o casal decidiu seguir para a nova fazenda e recomeçar.
Trabalho em família e sonho de ter a própria fazenda
Na propriedade atual, Maik começou como auxiliar, mas aproveitou a convivência com os demais trabalhadores para aprender diferentes funções. Ele desenvolveu conhecimentos sobre a ordenha das vacas e a operação de maquinários agrícolas. Quando um dos funcionários responsáveis pelos equipamentos precisou se afastar por problemas de saúde, Maik assumiu as atividades. Posteriormente, também passou a cuidar sozinho de outras tarefas da fazenda.
Com o tempo, o patrão confiou a ele a condução das atividades que antes eram divididas entre outros trabalhadores. Como a rotina exigia dedicação diária, Maik pediu que Júlia também começasse a ajudar. Durante cerca de um ano, os dois organizaram os horários para que ela cobrisse as folgas do marido, enquanto ele trabalhava nos demais dias.
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A necessidade de conciliar o trabalho com os cuidados dos filhos levou o casal a buscar ajuda para cuidar da criança mais velha. Júlia entrou em contato com familiares e, em novembro de 2024, a mãe dela, que vivia na Espanha, foi para a Irlanda. Ela permaneceu no país até setembro de 2025, ajudando a cuidar do neto durante o período de maior demanda na fazenda.
Com o retorno da mãe de Júlia à Espanha, o casal precisou reorganizar a rotina para conciliar os turnos de trabalho e os cuidados com a família. Nesse período, os dois também se preparavam para a chegada do segundo filho, enquanto Maik consolidava sua experiência na atividade rural e Júlia ampliava sua participação no trabalho da fazenda.
Foi nessa fase de maior estabilidade que o casal começou a compartilhar a própria trajetória nas redes sociais. A ideia também surgiu da vontade de registrar o que aprenderam durante os anos na Irlanda e mostrar como a experiência poderia contribuir para um projeto futuro no Brasil.
O principal objetivo é comprar uma fazenda no Brasil. Para isso, os dois fizeram cálculos e avaliaram quanto precisariam economizar ao longo dos próximos anos.
“A gente colocou tudo na ponta do lápis e viu que, se trabalhasse bastante e se empenhasse, conseguiria comprar a própria fazenda. Esse é o nosso sonho”, contou Júlia.
Além de juntar dinheiro para comprar a própria fazenda, Maik vê nos anos de trabalho na Irlanda uma oportunidade de adquirir conhecimentos que pretende levar de volta ao Brasil. A experiência com a ordenha, a operação de máquinas e a rotina rural faz parte da preparação do casal para realizar o projeto. Depois de deixar Anápolis em busca de melhores condições de vida, Júlia e Maik querem transformar o que construíram no exterior em um novo começo no campo brasileiro.
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