Autorização federal para compra da Warner Bros. Discovery pela Paramount gera gigante de mídia de US$ 111 bilhões

Redação
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Autorização federal para compra da Warner Bros. Discovery pela Paramount gera gigante de mídia de US$ 111 bilhões

Warner Bros

Warner Bros – Grand Warszawski / Shutterstock.com

O nascimento de um novo gigante nos setores de mídia e cinema foi confirmado. No dia 12 de junho, uma sexta-feira, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos deu seu aval para a aquisição do estúdio Warner Bros. Discovery, sediado em Hollywood, pelo grupo Paramount Skydance. Esta megafusão representa um negócio avaliado em impressionantes US$ 111 bilhões (equivalente a € 95 bilhões).

Após oito meses de análise rigorosa, a divisão antitruste do Departamento de Justiça concluiu que a transação “não apresentava risco de prejudicar a concorrência ou os consumidores americanos”. A avaliação abrangente considerou os impactos nos mercados de streaming, televisão e na produção e distribuição de filmes para o cinema, conforme declarado em um comunicado oficial. Em virtude dessa constatação, o departamento decidiu não se opor ao acordo, sem exigir desinvestimentos de ativos ou outros compromissos.

O órgão regulador foi além em sua justificativa, afirmando que a fusão tem o potencial de “intensificar a competitividade em todo o ecossistema de mídia e entretenimento, gerando benefícios diretos para os consumidores e trabalhadores dos Estados Unidos”. A argumentação do departamento ressalta que tanto a Paramount quanto a Warner entraram “historicamente tardias” no mercado de streaming por assinatura.

Atualmente, plataformas como Paramount+, HBO Max e Discovery+ possuem um número de assinantes inferior aos três principais líderes do setor: Netflix, Amazon Prime e Disney+. Com a união, a nova empresa resultante promete oferecer uma alternativa mais robusta e competitiva frente a esses gigantes, segundo a visão do ministério.

Por outro lado, uma parcela significativa de Hollywood manifestou objeção à aquisição, expressando receios de demissões em massa em um segmento que já vivenciou várias ondas de fusões e cortes de pessoal. Tais preocupações, entretanto, foram desconsideradas pelo Departamento de Justiça, que afirmou categoricamente que “questões relacionadas ao emprego não configuram problemas antitruste”.

Estados preparam ações antitruste contra a fusão

Embora esta aprovação federal remova o principal obstáculo regulatório no âmbito nacional para a fusão dessas companhias, que são rivais históricas e figuram entre os cinco maiores estúdios de Hollywood, o processo jurídico ainda está em andamento.

A análise legal, contudo, ainda não chegou ao fim: um coletivo de aproximadamente dez estados americanos, liderado pela Califórnia, está articulando uma ação antitruste que pode ser protocolada ainda neste mês, conforme apurou a agência Bloomberg. O gabinete do Procurador-Geral da Califórnia, Rob Bonta, que participou da investigação federal, comunicou esta semana que a aquisição “segue sob investigação”.

No continente europeu, a autoridade britânica de concorrência já havia anunciado a abertura de uma investigação na terça-feira, enquanto a Comissão Europeia também está analisando a legalidade desta união corporativa para o seu próprio mercado.

O conglomerado recém-formado irá consolidar ativos da Paramount Skydance, que incluem a rede CBS e as renomadas franquias “Missão Impossível” e “Star Trek”, com os da Warner Bros. Discovery, que englobam a CNN, os universos de “Harry Potter” e “DC Comics”, além do serviço de streaming HBO Max. Ao ser integrado ao Paramount+, este último serviço pode alcançar cerca de 200 milhões de assinantes, segundo informações do veículo Politico.

Quando procurada pela Agence France-Presse para comentar a situação, a Paramount não emitiu uma resposta imediata. A corporação, cujo presidente David Ellison é filho do bilionário e aliado de Donald Trump, Larry Ellison, garantiu a oferta após a Netflix retirar sua proposta concorrente em fevereiro.

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