Fumacê volta a ser utilizado de forma pontual em bairros da capital
Carro fumacê (Foto: reprodução)
Após uma década sem utilização, Goiânia voltou a adotar o fumacê como estratégia complementar no combate à dengue. A técnica, conhecida como pulverização de inseticida a Ultra Baixo Volume (UBV), está sendo aplicada em bairros com maior incidência da doença, como o Residencial Itaipu, o qual recebeu o veículo nesta segunda-feira (13), com o objetivo de reduzir a circulação do mosquito transmissor.
De acordo com a gerência de controle de vetores, o fumacê não elimina ovos nem larvas do Aedes aegypti, mas atua diretamente contra as fêmeas infectadas, interrompendo o ciclo de transmissão da doença. Por isso, o método é utilizado de forma pontual, em locais onde já há registro de casos.
O biólogo e técnico de controle de vetores, Welington Tristão, explica que o equipamento veicular permite uma cobertura mais ampla e rápida em comparação às ações manuais. O carro percorre várias quadras em pouco tempo, enquanto as bombas costais motorizadas, usadas pelos agentes, têm aplicação mais localizada, exigindo entrada nos imóveis para atingir áreas específicas.
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“A bomba motorizada costal é mais focal, pois vai dentro do imóvel. A veicular tem uma cobertura infinitamente maior, porque se desloca a uma velocidade de 15 km/h. Ela consegue passar por cinco ou seis quadras apenas no período da manhã, e isso é uma vantagem: a rapidez com que executa o trabalho. Já a bomba costal precisa entrar no imóvel para realizar a mesma ação”, explicou Welington.
Além do fumacê, a prefeitura mantém outras frentes de combate, como visitas domiciliares, inspeções em pontos estratégicos e eliminação de possíveis criadouros do mosquito.
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