Adolescentes são encontradas nuas e dopadas em casa invadida em Anápolis

Redação
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Adolescentes são encontradas nuas e dopadas em casa invadida em Anápolis

Três menores, de 14 e 15 anos, estavam na companhia de dois homens que terminaram presos pela polícia; um deles era irmão de duas das menores

Imagem mostra residência onde adolescentes foram encontradas na presença de dois homens

No local, a polícia encontrou medicamentos, mochilas e um colchão de casal (Foto: Reprodução)

Felipe Cardoso

Três adolescentes, com idades de 14 e 15 anos, foram encontradas nuas e dopadas no interior de uma residência desocupada no Jardim Primavera, em Anápolis, no último sábado (2). Elas estavam acompanhadas de dois homens, ambos de 19 anos. Na posse dos indivíduos, os agentes localizaram medicamentos de uso controlado supostamente utilizados para dopar as menores e também comprimidos de tadalafila, substância associada à ereção e ao prolongamento da atividade sexual.

Ao Mais Goiás, a titular da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Anápolis, Aline Lopes, explicou que os cinco invadiram a casa que estava desocupada e se instalaram com colchões e mochilas.

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“No entanto, o proprietário passou pelo local e percebeu uma movimentação no interior da residência. Ao se aproximar, ele notou que havia pessoas e objetos dentro da casa e posteriormente acionou a polícia”, disse.

Um dos homens é o irmão mais velho de duas das meninas que estavam no local. Ele contou à polícia que suas irmãs teriam sido expulsas de casa e que ele estaria apenas ajudando as jovens, que estavam na rua acompanhadas de uma amiga, a terceira adolescente.

Ele também relatou que o remédio controlado encontrado na residência pertencia a ele e que as meninas teriam pegado o medicamento sem a sua autorização. A versão, porém, foi contestada por uma das meninas que, ao Conselho Tutelar, afirmou ter ingerido sob orientação do irmão.

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Os homens negaram ter mantido qualquer relação sexual com as menores que foram encontradas em estado de letargia, ou seja, em sonolência profunda.

Agora, o caso será conduzido pela DPCA de Anápolis. A delegada responsável pela pasta disse que as investigações serão aprofundadas no decorrer da próxima semana para entender a dinâmica da situação.

“Precisamos ouvir todo mundo. Não apenas os envolvidos diretamente nesse ocorrido, mas também os familiares e outras testemunhas que possam contribuir”, declarou. Após a ação policial, as vítimas ficaram sob responsabilidade dos órgãos de proteção à criança e ao adolescente enquanto os dois homens foram encaminhados à Central de Flagrantes.

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