Horário de Verão – :diephosi/Istock.com
O governo federal anunciou, em 15 de outubro de 2025, o fim definitivo do horário de verão no Brasil, mantendo o horário padrão em todo o país. A decisão, liderada pelo Ministério de Minas e Energia, busca simplificar a logística nacional e reduzir transtornos na rotina de trabalhadores, estudantes e empresas. Estudos indicam que a economia de energia gerada pelo adiantamento dos relógios não justifica os ajustes sazonais. A medida, válida a partir de 2025, exige adaptações em setores como comércio, transporte e serviços públicos.
A ausência do horário de verão impacta diretamente o varejo, que perde o aumento de movimento com mais luz natural no fim do dia. Trabalhadores e estudantes, por outro lado, terão maior previsibilidade em seus horários. O governo recomenda que empresas planejem cronogramas com antecedência para minimizar transtornos.
- Setores afetados: comércio, transporte público, energia e turismo.
- Economia de energia: menos de 0,5% do consumo total, segundo ONS.
- Opinião pública: 60% preferem horário fixo, conforme Datafolha.
Motivos da decisão
O governo baseou-se em estudos que apontam baixa relevância na economia de energia com o horário de verão. A modernização das redes elétricas e o uso de tecnologias como iluminação LED reduziram a necessidade de ajustes sazonais. A uniformidade de horários também facilita a logística em regiões com pouca variação de luz solar, como o Norte e Nordeste.
Impactos no comércio
O varejo, que se beneficiava de horários estendidos, enfrenta desafios com a mudança. Lojas em centros urbanos podem ajustar horários para manter o fluxo de clientes. Bancos e serviços públicos também planejam adequações para atender à demanda sem alterações sazonais.
Rotina dos trabalhadores
A decisão garante estabilidade para trabalhadores com jornadas fixas, como em indústrias e escritórios. Horários escolares também permanecem constantes, beneficiando famílias. Estudantes de regiões urbanas relatam maior facilidade na organização diária com o horário fixo. A ausência de mudanças sazonais reduz a necessidade de ajustes anuais em cronogramas.
Setor energético
Estudos do Ministério de Minas e Energia mostram que o horário de verão economizava menos de 0,5% do consumo total de energia. A modernização das usinas e a eficiência de novas tecnologias diminuíram a dependência de ajustes sazonais. A Operadora Nacional do Sistema Elétrico (ONS) confirma que o consumo energético se mantém estável sem a mudança. Novas fontes de energia renovável também contribuem para a estabilidade do sistema. A medida alinha o Brasil a países como Argentina e Chile, que já aboliram o horário de verão.
Reações da sociedade
Pesquisas de 2024 indicam que 60% da população apoia o horário fixo, segundo o Datafolha, especialmente trabalhadores que valorizam a previsibilidade. Comerciantes de grandes cidades, porém, temem redução no movimento noturno, especialmente em setores como bares e restaurantes.
Planejamento para 2025
O governo orienta que empresas e serviços públicos preparem cronogramas com base no horário padrão. Eventos culturais e esportivos podem ser afetados, exigindo ajustes em suas programações. Setores como turismo, que dependem de horários estendidos, avaliam estratégias para atrair visitantes. A recomendação é que os ajustes sejam feitos com antecedência para evitar transtornos.

