dinheiro, nota de 50, nota de 100 – Foto: joel santana/Shutterstockcom
O governador Carlos Massa Ratinho Junior assinou o Decreto 9468 em 4 de abril de 2025, estabelecendo novos valores para o piso salarial regional no Paraná. A medida vale para trabalhadores com carteira assinada em categorias sem convenção coletiva específica e entra em vigor retroativamente desde 1º de janeiro de 2025. Os ajustes superam o salário mínimo nacional de R$ 1.518 e atendem a demandas econômicas locais.
Esses reajustes beneficiam cerca de 1,5 milhão de empregados no estado, distribuídos em quatro faixas salariais baseadas na Classificação Brasileira de Ocupações.
- Faixa 1: R$ 1.984,16 para agropecuários, florestais e pesca, com reajuste de 13,46%.
- Faixa 2: R$ 2.057,59 para serviços administrativos e vendedores, a R$ 9,35 por hora.
- Faixa 3: R$ 2.123,42 para produção industrial, com 13,13% de aumento, a R$ 9,65 por hora.
- Faixa 4: R$ 2.275,36 para técnicos de nível médio, reajuste de 12,81%, a R$ 10,34 por hora.
Faixas salariais detalhadas
O piso salarial regional no Paraná organiza categorias profissionais em grupos para adequar remunerações à realidade setorial. Essa estrutura facilita a aplicação por empregadores e garante conformidade com a Lei Estadual nº 21.350/2023.
Os valores incluem pagamento retroativo pelas empresas, com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor de 3,71% em 2024.
Negociação tripartite define reajustes
O Conselho Estadual do Trabalho, Emprego e Renda aprovou os valores após discussões entre representantes dos trabalhadores, empregadores e governos estadual e federal.
Essa instância tripartite avalia anualmente os pisos, considerando o salário mínimo nacional e indicadores econômicos. O processo assegura equilíbrio entre custos empresariais e ganhos salariais.
Os participantes debateram impactos setoriais, como no comércio e indústria, antes da assinatura do decreto.
Aplicação prática para empregadores
Empresas no Paraná devem atualizar folhas de pagamento para incluir as diferenças retroativas de janeiro a abril de 2025. O decreto exclui categorias com pisos definidos por lei federal ou acordos coletivos.
Servidores públicos estaduais não se enquadram nessa norma, mantendo remunerações específicas.
- Verifique a Classificação Brasileira de Ocupações para identificar a faixa aplicável.
- Calcule horas extras com base nos valores por hora estabelecidos.
- Registre ajustes no eSocial para evitar multas trabalhistas.
Essa orientação orienta contadores e recursos humanos em conformidade legal.
Comparação com pisos estaduais vizinhos
O Paraná mantém o maior piso salarial regional do Brasil em 2025, com faixas iniciais 30% acima do nacional. São Paulo aplica R$ 1.804 para categorias básicas, um valor 19% superior ao piso federal, mas inferior às faixas paranaenses.
Minas Gerais adota R$ 1.900 para agropecuários, enquanto Rio Grande do Sul fixa R$ 2.110 para indústria, aproximando-se da terceira faixa do Paraná.
Santa Catarina estabelece R$ 2.260 para técnicos, próximo à faixa máxima paranaense de R$ 2.275. Essas diferenças refletem custos de vida e produtividade regional.
O modelo paranaense influencia negociações em estados sulistas, promovendo alinhamento econômico.
Setores beneficiados pelo reajuste
Trabalhadores agropecuários no Paraná agora recebem R$ 1.984,16 mensais, o que representa ganho real de 13,46% sobre 2024. Esse grupo inclui cerca de 200 mil empregados em fazendas e cooperativas.
Serviços administrativos avançam para R$ 2.057,59, beneficiando atendentes e auxiliares em escritórios de todo o estado.
A produção industrial ganha com R$ 2.123,42, impulsionando fábricas em Curitiba e região metropolitana.
Técnicos de nível médio fecham com R$ 2.275,36, valor que abrange profissionais em laboratórios e manutenção técnica.
Procedimentos para trabalhadores afetados
Empregados elegíveis verificam sua faixa salarial consultando o decreto no Diário Oficial do Estado. Sindicatos orientam sobre direitos adicionais, como vale-transporte ajustado ao novo piso.
Caso haja descumprimento, o Ministério do Trabalho fiscaliza denúncias via canais oficiais.
O reajuste integra a política de valorização salarial até 2026, com revisões anuais pelo conselho estadual.


