Relógio conceito de horário de verão – Foto: Eucalyptys/istock
O Ministério de Minas e Energia (MME) anunciou que o horário de verão não será retomado em 2025, mantendo a rotina dos brasileiros sem alterações nos relógios. A decisão, comunicada em 12 de outubro, baseia-se na estabilidade dos reservatórios hidrelétricos e na baixa necessidade de economia de energia. Estudos do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) apontam que o impacto energético do horário de verão seria mínimo. O governo prioriza outras medidas para garantir o fornecimento energético até 2026.
A pasta informou que os reservatórios estão em níveis mais confortáveis que em 2024, reduzindo a pressão sobre o sistema elétrico. O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) prevê chuvas dentro da média para 2025, o que reforça a decisão. A estratégia atual foca na eficiência de usinas hidrelétricas e na expansão de fontes renováveis.
- Medidas incluem otimização de usinas como Itaipu e São Francisco.
- Fontes renováveis, como solar e eólica, estão em expansão.
- Monitoramento contínuo evita instabilidade no sistema elétrico.
Motivos da suspensão do horário de verão
O horário de verão foi suspenso em 2019, após estudos indicarem que a economia de energia não justificava a mudança. O ministro Alexandre Silveira destacou que a medida só será retomada em caso de crise energética grave.
A prática, comum entre 1985 e 2018, ajustava relógios para aproveitar a luz solar, mas perdeu relevância com mudanças no consumo energético. O aumento do uso de ar-condicionado no período seco eleva a demanda, mas reservatórios estáveis minimizam riscos.
Estratégias para garantir energia
O governo aposta em ações preventivas para manter o fornecimento energético. Usinas hidrelétricas, como Jupiá e Porto Primavera, operam em capacidade otimizada. O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) realiza acompanhamento em tempo real.
Fontes renováveis, como solar e eólica, recebem incentivos para diversificar a matriz energética. O MME descarta sobrecarga no sistema até fevereiro de 2026.
Projetos de longo prazo incluem modernização de usinas e ampliação de fontes limpas. O INMET prevê estabilidade climática, favorecendo a geração hidrelétrica.
Impacto na rotina dos brasileiros
Sem o horário de verão, horários de trabalho, transporte e compromissos permanecem inalterados. Cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, que sentiam maior impacto com a mudança, seguem com o fuso horário padrão.
Monitoramento e previsões climáticas
O INMET indica chuvas regulares em regiões estratégicas, como Sul e Sudeste, em 2025. A estabilidade climática reduz a dependência de medidas emergenciais.
O CMSE mantém monitoramento constante para antecipar qualquer risco ao sistema elétrico. A situação favorável dos reservatórios é resultado de chuvas acima da média em 2024.
Ações preventivas incluem manutenção de usinas e investimentos em infraestrutura. Dados do ONS mostram que a capacidade energética atual suporta picos de consumo no verão.
Alternativas à mudança de horário
O governo prioriza a eficiência energética em vez de ajustes no relógio. A modernização de usinas hidrelétricas garante maior produtividade.
Incentivos à energia solar e eólica crescem, com novos projetos em andamento no Nordeste e Sul. O MME recomenda que a população consulte canais oficiais para evitar desinformação.


