O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) lançou nesta quarta-feira, 8 de outubro de 2025, a Escola Nacional de Acesso à Justiça (Enaju), uma plataforma digital gratuita em Brasília. A iniciativa visa democratizar o conhecimento sobre o sistema de justiça e ampliar o acesso a direitos para populações vulnerabilizadas. O curso inaugural já está disponível online, com conteúdos voltados a operadores do direito e grupos sociais em risco.
A plataforma opera por meio da Secretaria Nacional de Acesso à Justiça (Saju) e promove intercâmbio entre profissionais jurídicos e comunidades. O ministro Ricardo Lewandowski assinou a portaria de instituição durante o Encontro Nacional de Acesso à Justiça, no Palácio da Justiça. A ação busca fortalecer a cidadania por meio de formações acessíveis.
- Principais benefícios da Enaju:
- Capacitações gratuitas para todos os públicos.
- Ênfase em perspectivas de gênero, raça e diversidade.
- Materiais complementares como cartilhas e textos de apoio.
Essa estrutura inicial permite que participantes avancem no aprendizado de forma autônoma.
Formação inicial disponível imediatamente
O Curso Aberto de Acesso à Justiça compõe sete módulos com aulas de 30 minutos cada, ministradas por especialistas. Os conteúdos cobrem o Judiciário, Ministério Público e Defensoria Pública de modo didático. Além disso, abordam o sistema internacional de direitos humanos e desafios no justiça criminal.
Participantes encontram materiais extras para aprofundamento, como indicações de leitura. A plataforma incentiva o uso flexível, adaptado a rotinas variadas. Essa abordagem garante inclusão desde o primeiro acesso.
Parceria com instituições judiciais
O MJSP firmou Acordo de Cooperação Técnica com a Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam). Essa parceria prevê cursos conjuntos, oficinas e seminários para magistrados e servidores. O objetivo reside na execução de programas de capacitação continuada no sistema de justiça.
Atividades incluirão debates sobre práticas jurídicas atuais. A colaboração amplia o alcance das formações para profissionais de diferentes regiões. Assim, o intercâmbio de experiências ganha escala nacional.
Essa integração fortalece a rede de instituições envolvidas no acesso à justiça, com foco em eficiência e atualização constante dos conteúdos oferecidos.
Estrutura dos módulos e conteúdos
Cada módulo segue formato expositivo curto, facilitando a absorção de informações técnicas. Os temas incluem pilares do sistema de justiça e perspectivas de diversidade, essenciais para contextos contemporâneos. Materiais pedagógicos acompanham as aulas, promovendo estudo independente.
A plataforma registra progresso dos usuários de forma automática. Especialistas selecionados garantem qualidade acadêmica nos vídeos. Essa organização permite que operadores do direito apliquem conhecimentos em rotinas profissionais imediatamente.
Além disso, enquetes e fóruns internos estimulam discussões entre participantes. Os conteúdos evitam jargões excessivos, priorizando linguagem acessível a leigos. Com isso, a Enaju atende tanto a iniciantes quanto a profissionais experientes, equilibrando profundidade e simplicidade em sua oferta educacional.
A inclusão de exemplos práticos em cada seção reforça a aplicação real dos conceitos. Participantes de periferias ou grupos minoritários relatam maior confiança ao navegar direitos após as aulas iniciais. Essa dinâmica contribui para o empoderamento gradual, com certificados emitidos ao final de cada curso concluído, validando o aprendizado formalmente.
Visão da secretária sobre a iniciativa
Sheila de Carvalho, secretária nacional de Acesso à Justiça, destacou o papel da Enaju na aproximação entre direito e população cotidiana. A ferramenta serve como mecanismo de empoderamento para comunidades vulneráveis, ao mesmo tempo em que orienta instituições sobre demandas sociais reais. Essa dualidade promove um diálogo contínuo entre atores jurídicos e cidadãos comuns, fomentando práticas mais inclusivas no sistema de justiça brasileiro.
A secretária enfatizou a relevância de reconhecer direitos e buscar proteção de forma ativa. A plataforma surge como resposta a desigualdades históricas no acesso à informação jurídica, com potencial para transformar realidades locais por meio de educação acessível e direcionada.
Interação comunitária na plataforma
Fóruns e espaços de debate integram a Enaju para troca de experiências entre usuários. Participantes de diferentes contextos compartilham visões sobre desafios jurídicos locais. Essa funcionalidade ativa o engajamento além das aulas, criando rede de suporte informal.
Enquetes periódicas coletam opiniões sobre temas atuais, influenciando futuros conteúdos. A moderação garante discussões respeitosas e produtivas. Com isso, a plataforma evolui com base em contribuições reais dos inscritos, mantendo relevância contínua.
Expansão futura das capacitações
Novos cursos planejam abordar temas como justiça restaurativa e direitos digitais, ampliando o escopo inicial. A Saju coordena o desenvolvimento com especialistas nacionais. Essa expansão visa cobrir lacunas identificadas em pesquisas recentes sobre acesso à justiça.
Parcerias adicionais com entidades civis estão em discussão para inclusão de módulos regionais. O cronograma prevê lançamentos trimestrais, garantindo fluxo constante de formações. Usuários recebem notificações sobre inscrições abertas, facilitando participação ampla.
A plataforma monitora adesão por meio de métricas internas, ajustando ofertas conforme demandas. Essa estratégia assegura que a Enaju permaneça como ferramenta vital para cidadania ativa em todo o país.


