BrasilDe acordo com Flávio, a participação dos Estados Unidos vai ocorrer por meio de cooperações no combate ao narcotráfico
30/08/2026 21:54
, atualizado 30/08/2026 23:10

O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmou, neste domingo (30/8), que em um eventual governo dele não permitirá intervenções dos Estados Unidos no Brasil. Em entrevista à Record, o senador declarou que a atuação norte-americana se limitará a acordos de cooperação no combate ao narcotráfico.
“Não, de forma alguma (sobre permitir a intervenção dos EUA)”, disse. “Quem tem que resolver nossos problemas somos nós. Então, Exército, Marinha, Aeronáutica, com O poder de polícia que têm, vão ajudar as forças estaduais a combaterem os narcoterroristas aqui no Brasil”, afirmou.
No entanto, Flávio afirmou que espera ter uma cooperação com os Estados Unidos na pauta do combate ao crime organizado.
“São acordos de cooperação na parte de inteligência, na parte de recursos humanos, na parte de troca de informações. Como é que o PCC está lavando dinheiro? Ele lava dinheiro no comércio aqui e daqui a pouco esse dinheiro sai do Brasil… Como é que você vai atrás de quem tá recebendo esse dinheiro fora do Brasil? Fazendo acordos com outros países”, explica.
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Na entrevista, Flávio esclareceu uma declaração feita em outubro de 2025, quando compartilhou uma publicação do secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, sobre ataques a embarcações suspeitas de transportar drogas. Na época, o parlamentar havia escrito: “Ouvi dizer que há barcos como esse aqui no Rio de Janeiro, na Baía de Guanabara, inundando o Brasil com drogas”.
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“Naquele momento, todos se lembram daquelas imagens do governo americano bombardeando navios de narcoterroristas que saíam com grandes quantidades de drogas da Venezuela. Eu fiz uma analogia, não pedi para bombardear nada. Eu só disse que, infelizmente, no Rio de Janeiro, grande parte das drogas que abastecem os narcoterroristas do Rio de Janeiro também chegam de barco”, explicou.
O candidato também reforçou que o primeiro a ser feito em seu governo será a classificação do Comando Vermelho, PCC e milícias como organizações terroristas.
“Brasil vai fazer parte de uma coisa chamada “Escudo das Américas”, onde países da América Latina, da América Central e também da América do Norte se unem para combater o narcotráfico, para combater o tráfico internacional de drogas e de armas e para asfixiar financeiramente essas organizações narcoterroristas”, finalizou.
Participação de Bolsonaro no governo
Na entrevista, Flávio afirmou que tem o pai, Jair Bolsonaro, como “conselheiro” e que ele poderá escolher um espaço em um eventual governo.
Questionado sobre a possibilidade de ter Bolsonaro como ministro, Flávio afirmou que “vai depender da vontade dele”.
“Até hoje eu ouço o presidente Bolsonaro em cada passo que eu dou na minha vida. Penso nele em todos os segundos nessa campanha”, afirmou.

