Um pirarucu gigante virou atração no Parque Licardino Ney, no Jardim Balneário Meia Ponte, em Goiânia. O peixe, que pode chegar a 4,5 metros de comprimento e pesar até 200 quilos, chama a atenção de moradores e visitantes que passam pelo lago — e ganhou ainda mais fama depois que vídeos mostrando o animal começaram a circular nas redes sociais. Mas, afinal, como um animal típico da Bacia Amazônica foi parar em um lago no meio de Goiânia?
Pirarucu foi colocado no lago por terceiros
O pirarucu não é uma espécie nativa de Goiás. De acordo com a Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma), o peixe presente no Parque Licardino Ney foi introduzido no local por terceiros.
A agência informou que o animal foi localizado pelo órgão em 2015 e que a introdução de peixes e outros animais nos parques públicos de Goiânia configura infração ambiental.
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Moradores da região, no entanto, contam que o pirarucu está no lago há cerca de oito anos e acabou se tornando uma espécie de “morador” do parque. O peixe recebeu até um nome: Zeus.
A história de como ele foi colocado no local não é totalmente conhecida. O empresário Wagner Amaral, de 49 anos, que ajuda a cuidar do lago, contou ao Mais Goiás que, segundo relatos de moradores, o peixe teria sido colocado ali por uma pessoa da própria região.
“Um morador da região que colocou ele lá, não sei ao certo quem foi.” Segundo Amaral, Zeus se adaptou ao ambiente e passou a ser cuidado por pessoas que frequentam e ajudam a preservar o parque. “Ele só precisa de água boa e bastante peixe para sobreviver. A água é monitorada, rica em CO₂.”
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Peixe virou atração turística e até ponto de referência
O tamanho de Zeus fez com que o pirarucu se transformasse em uma das principais curiosidades do Parque Licardino Ney. Moradores e comerciantes da região perceberam que a presença do animal passou a atrair visitantes interessados em conhecer o peixe de perto.
“É um peixe muito bem cuidado, virou atração turística”, afirmou Amaral.
A fama cresceu tanto que o próprio pirarucu acabou se tornando uma referência para quem procura o parque. Em aplicativos de GPS, é possível encontrar o local ao pesquisar por “Parque do Pirarucu”.
O lago é destinado à visitação e a pesca é proibida na área.
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Moradores ajudam a preservar o lago
Apesar da aparência imponente e da fama de predador, moradores que acompanham o animal afirmam que Zeus não representa uma ameaça para quem frequenta o parque.
A presença do pirarucu também criou uma relação curiosa com a comunidade. Segundo Amaral, moradores da região ajudam na conservação do espaço e acompanham de perto o animal, que acabou se tornando quase um “peixe comunitário”.
A proximidade fez com que populares também passassem a vigiar o pirarucu, acompanhando sua rotina e ajudando a preservar o ambiente onde ele vive.
Peixe pode chegar a 4,5 metros
Originário da Bacia Amazônica, o pirarucu não é uma espécie típica da fauna de Goiás. Em condições naturais, o peixe pode atingir até 4,5 metros de comprimento e pesar cerca de 200 quilos.
A espécie é conhecida pelo grande porte e pelo comportamento predador. Em Goiânia, Zeus também não é o único pirarucu que já foi registrado em espaços públicos. Há relatos da presença de animais da espécie em outros pontos da capital, como o Bosque dos Buritis.
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Amma monitora pirarucu e outros peixes do parque
Embora tenha se tornado querido entre os moradores, a presença de Zeus preocupa os órgãos ambientais por se tratar de uma espécie invasora, ou seja, que não pertence à bacia hidrográfica onde foi introduzida.
A Amma informou que realiza, em parceria com a Universidade Federal de Jataí (UFJ) e a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), o monitoramento dos peixes presentes no lago para verificar possíveis alterações no ambiente.
A agência também informou que executa levantamentos e ações para retirar peixes exóticos e não nativos dos lagos dos parques públicos de Goiânia. O objetivo é proteger a fauna nativa, avaliar a qualidade da água e evitar que espécies invasoras ou predadoras, como o pirarucu, cheguem aos córregos e ao Rio Meia Ponte.
Um dos animais considerados alvo desse levantamento é justamente o pirarucu do Parque Licardino Ney. Segundo informações da Amma, o estudo continua, com participação de instituições de pesquisa e órgãos ambientais.
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Amma alerta para não alimentar os animais
Além do monitoramento dos peixes, a Amma orienta que a população não alimente os animais nos parques.
Segundo o órgão, oferecer comida à fauna pode provocar desequilíbrio ecológico e alterar a maneira como os animais procuram alimento. A recomendação não vale apenas para os peixes, mas para toda a fauna dos parques, incluindo espécies como os macacos.
A Agência reforça ainda que a população não deve introduzir animais nos parques nem oferecer alimentos aos animais.
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