As viagens da família real britânica geralmente evocam imagens de jatos particulares, tapetes vermelhos e privilégios exclusivos, dignos de quem está no topo da coroa. Contudo, a realidade por trás desses deslocamentos é bem diferente, e regida por um conjunto de normas mais estritas do que se pode imaginar.
Entre as muitas convenções que ditam como a realeza britânica se move, há uma que o príncipe William e Kate Middleton seguem à risca: o impedimento de ocupar o assento na área mais exclusiva disponível em um voo comercial. Essa diretriz pode surpreender quem sempre imaginou os membros da realeza viajando apenas na primeira classe, e foi revelada por uma pessoa que trabalhou de perto com o casal em uma dessas viagens.
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Ex-comissária de bordo da British Airways revela detalhes sobre voos reais
Quem compartilhou esse pormenor foi Helena Ford, ex-comissária de bordo da British Airways e ex-participante do programa “Love Island”. Ela atendeu o príncipe William e Kate Middleton em um voo para Maiorca. Durante uma entrevista para o podcast “Private Parts” com Olivia Bentley, Helena explicou que os integrantes mais graduados da família real não podem ocupar lugares na classe de serviço mais alta do avião. Se a primeira classe estiver disponível, eles se acomodam na executiva; caso contrário, utilizam a Premium Economy.
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No voo em que se encontrou com William e Kate, o casal estava na classe executiva porque a primeira classe estava totalmente reservada para sua equipe de segurança, que viajava à paisana para não levantar suspeitas. A ex-comissária ainda acrescentou outro detalhe interessante: membros da realeza sempre viajam usando nomes falsos, uma prática comum para garantir a privacidade e a segurança. Ela também mencionou que, no Reino Unido, a regra de não ocupar a classe de serviço mais alta não se restringe apenas aos monarcas, mas também se aplica a outras figuras públicas, como o ex-primeiro-ministro Boris Johnson.
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Motivos pelos quais o casal real continua a viajar junto
Embora a restrição de William e Kate em relação aos assentos mais exclusivos seja talvez a mais peculiar, ela não é a única norma que a família real precisa seguir em suas viagens. Uma das mais conhecidas impede que os herdeiros diretos ao trono voem no mesmo avião, uma medida para evitar que um acidente inesperado possa deixar o país sem um monarca na linha de sucessão.
Conforme explicado pelo ex-piloto real Graham Laurie no podcast “HELLO!”, William pôde viajar com seus pais e irmão Harry apenas até completar doze anos, em 1994. Após essa idade, ele passou a ter que usar uma aeronave separada, a menos que houvesse uma permissão por escrito concedida pela Rainha Elizabeth. Apesar desse protocolo, nos últimos anos, William e Kate optaram por viajar junto com seus filhos George, Charlotte e Louis. Essa escolha se deve ao fato de que a utilização de dois aviões distintos para cada deslocamento seria muito cara e pouco prática para a família.
Entre as demais regras de viagem da realeza, há a exigência de sempre levar consigo uma roupa preta, preparada para o caso de um luto repentino. Essa prática surgiu em 1952, após a Rainha Elizabeth II ter tido que aguardar a bordo de um avião pela chegada de um traje adequado ao receber a notícia da morte de seu pai.

