A Waymo mantém um volume significativo de quase mil robotáxis em sua unidade fabril no Arizona, preparados para iniciar as operações. A empresa segue ampliando sua capacidade de frota autônoma.
Conforme a mais recente inspeção aérea do local, a Waymo já finalizou a conversão de 684 de seus novos robotáxis Ojai em sua fábrica localizada em Mesa, no Arizona.
Este número corresponde a 72% do total de 953 veículos autônomos presentes no estacionamento de Ojai, indicando que a maior parte já está equipada. Tal dado evidencia a robusta capacidade de produção de veículos autônomos que a Waymo tem desenvolvido.
Observação mensal revela o crescimento da frota
Análises mensais de imagens aéreas da fábrica da Waymo Magna em Mesa fornecem um panorama consistente sobre o progresso. A atualização referente a agosto de 2026 registrou 953 unidades do modelo Ojai: 684 delas já completas, equipadas com todos os sensores e prontas para entrega, e outras 269 ainda em fase inicial, aguardando a conversão. Este monitoramento regular, embora não oficial, oferece uma perspectiva única sobre o ritmo de expansão da empresa.
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Um novo elemento surgiu este mês: a identificação de 12 robotáxis Hyundai Ioniq 5 finalizados no pátio. É a primeira vez que esse segundo modelo, desenvolvido especificamente para a Waymo, é visto pronto na fábrica.
Embora não sejam informações oficiais da Waymo, a sequência mensal dessas observações tem se mostrado um indicador confiável do crescimento das operações, com uma tendência de aumento acentuada. O mesmo monitoramento havia registrado aproximadamente 500 unidades do Ojai no início de junho de 2026.
Detalhes sobre o modelo Ojai e a parceira Magna
O Ojai representa o primeiro robotáxi da Waymo concebido com finalidade específica. Sua plataforma base é produzida na China pela Zeekr, e então enviada para Mesa, onde a fornecedora Magna realiza a adaptação, integrando o sistema Driver de sexta geração da Waymo.
O hardware de sexta geração constitui um diferencial importante, pois inclui 13 câmeras e quatro lidars, com uma redução de 42% no número de sensores em comparação com a geração anterior. A Waymo afirma que o custo total desse conjunto é inferior a US$ 20.000 por veículo, o que, combinado a um veículo base mais acessível, permite à empresa construir uma frota com potencial de expansão real e mais eficiente.
Essa expansão é crucial.
O modelo Ojai está substituindo a antiga frota de Jaguar I-Pace, que não foi concebida para a função de robotáxi e apresenta um custo operacional mais elevado. A Waymo iniciou a operação de viagens pagas com os Ojai em São Francisco, Los Angeles e Phoenix no início deste ano.
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Setecentos robotáxis prontos representam um avanço significativo
Atualmente, a Waymo completa cerca de 500 mil viagens pagas por semana em aproximadamente doze cidades, com o objetivo de alcançar um milhão de viagens semanais até o fim de 2026. No começo de 2026, a frota da empresa operava com poucos milhares de veículos.
Nesse contexto, uma reserva de 684 robotáxis prontos para uso é expressiva. Caso a Waymo consiga implantar parte desses veículos nas ruas rapidamente, será uma das maiores expansões de sua frota até o momento.
Não se trata de carros inacabados à espera. Com 72% de conversão já efetuada, a linha de produção de veículos adaptados está em sintonia com as entregas da Zeekr. Nem a produção nem a conversão são gargalos; a questão central é a velocidade com que a Waymo integrará esse estoque finalizado ao serviço de viagens pagas.
Os 12 Ioniq 5 sinalizam o futuro da Waymo, que está incorporando um segundo modelo à mesma fábrica. Essa estratégia permite diversificar os fornecedores e fortalecer a capacidade de expansão da frota.

Avaliação do cenário de veículos autônomos
A situação atual da Waymo é animadora, especialmente quando comparada a outras iniciativas no setor. O motivo é claro.
A Waymo já superou a fase mais complexa, operando um serviço totalmente autônomo em larga escala, sem a presença de operadores humanos nos veículos, com meio milhão de viagens pagas por semana e uma projeção de um milhão. A empresa demonstrou a solução para um problema de Nível 4 de autonomia, e agora foca na escalabilidade. Assim, com quase 700 robotáxis prontos na fábrica, o caminho direto é a expansão para mais viagens, mais cidades e maior receita. A tecnologia está comprovada; o foco é adicionar mais unidades.
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Outras empresas ainda buscam esse patamar. Um serviço autônomo ainda em desenvolvimento, por exemplo, conta com algumas dezenas de veículos Model Y em Austin, após mais de um ano, e segue em fase de testes para operar sem monitoramento de segurança. Um único pátio de fábrica com 684 Waymos prontos já supera o número de veículos autônomos que outras empresas colocaram em vias públicas.
Dessa forma, o indicador principal agora é a velocidade de implantação, e não mais a capacidade de produção. A Waymo demonstra expertise em construir e adaptar seus veículos com agilidade. Se a empresa conseguir integrar os carros finalizados ao serviço no mesmo ritmo, a meta de um milhão de viagens semanais pode se mostrar até conservadora. Com um segundo veículo já em produção além do Ojai, a questão é a rapidez na transição para uma frota ainda mais diversificada.

