O Corinthians já recebeu a primeira parcela do pagamento pelo acordo de patrocínio com a Fatal Fans, site de venda e criação de conteúdo que assinou com o clube até dezembro de 2027.
Segundo apurou o Meu Timão, o depósito ocorreu nesta segunda-feira, dois dias depois do anúncio oficial da parceria. O valor pago foi de pouco menos de R$ 4 milhões, representando cerca de 18% dos R$ 22 milhões previstos em contrato para o vínculo. Em entrevista ao programa Entre Linhas, do Meu Timão, Samuel Ongaratto, executivo da Atlas Technologies, administradora da Fatal Fans, falou mais sobre o assunto, projetando novos pagamentos a curto prazo.
“Foi realizado o primeiro pagamento, referente à assinatura do contrato. Foi uma quantia bastante relevante para o clube. O nosso contrato prevê que, logo no início da parceria, haja um desembolso de algo em torno de R$ 14 milhões“, revelou.
Ongaratto também confirmou que a marca da Fatal Fans será exibida no shorts do futebol masculino já a partir deste domingo, quando o Corinthians entra em campo para enfrentar o Cascavel em um amistoso de intertemporada – a estampa, porém, não contará com a borboleta símbolo da empresa, segundo soube a reportagem, contendo apenas o nome da empresa.
“A parceria já está em vigor. Nós já somos patrocinadores do Corinthians, o anúncio já foi feito e estaremos em campo a partir dele. Estaremos presentes em todas as modalidades, entrando em campo com o Timão”, complementou o executivo.
O representante da Fatal Fans também confirmou que os recursos do acordo destinados ao futebol masculino poderão, se o Corinthians quiser, ajudar a custear uma eventual renovação contratual de Memphis Depay.
“Nas conversas, parte dos recursos é destinada a isso (futebol masculino). Mas entendemos que ainda existe uma negociação entre o clube e o atleta (Memphis) que precisa ser concluída. Os recursos também podem ser usados para ajudar o futebol masculino a manter contratos importantes. Isso também fez parte da nossa negociação”, explicou.
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Questionado sobre que tipo de retorno a Fatal Fans espera com o investimento feito no Corinthians, o empresário explicou que a estratégia da empresa não faz um cálculo de retorno financeiro, mas sim de ganho de reputação para a marca, a partir do vínculo com o clube do Parque São Jorge.
“Em um patrocínio desse, a gente não faz uma conta de retorno de investimento, é um investimento encarado como branding, algo reputacional de marca. Estar junto com o Corinthians é mostrar para a sociedade, de maneira geral, a seguinte mensagem: ‘Olha, a Fatal Fans é uma empresa séria, segura, que está de acordo com a lei’. É essa a mensagem que a gente busca se aliar a outras marcas, muito mais tradicionais que a nossa. Não é um marketing de performance. De certa forma, todos os investimentos de futebol que nós fizemos ao longo do tempo, foram encarados por nós dessa forma. É branding. A gente não vai medir o quanto vai retornar”, explicou.
Segundo Ongaratto, a assinatura do acordo com o Corinthians foi o desfecho de um relacionamento que começou há alguns anos, quando a empresa demonstrou pela primeira vez o interesse em firmar parceria com o clube e foi orientada sobre o que seria necessário para um acordo ser cogitado.
“Em 2022 e 2023, o Corinthians foi um dos primeiros clubes que a gente visitou. Tentamos patrocinar, mas recebemos uma negativa. Perguntamos o que poderíamos construir para que, no futuro, pudéssemos ser parceiros do clube, e a recomendação foi iniciar patrocinando times menores. A partir daí, começamos uma escalada, sempre visando o Corinthians. Começamos pelo Sampaio Corrêa, depois Ponte Preta, Paysandu e Vitória, e com os campeonatos foi a mesma coisa. Patrocinamos até amistosos da Seleção Brasileira, sempre construindo a marca, a percepção do mercado e a nossa reputação, mostrando que somos uma empresa séria, que gera empregos, paga impostos e atua de forma legítima. A Atlas é uma software house, e seu carro-chefe é a Fatal Model e a Fatal Fans, marcas que atuam em mercados sensíveis, mas que representam negócios legítimos como quaisquer outros”, disse, complementando:
“Em determinado momento, as negativas que recebíamos (do Corinthians) eram do tipo: ‘Não sabemos como a torcida vai reagir à marca de vocês’. Então pensamos: vamos testar a reação da torcida. O primeiro anúncio foi em 2024, relacionado ao Pogba, e depois fizemos outro envolvendo o Memphis, no ano passado. A receptividade da torcida foi tão grande, com enquetes apontando entre 80% e 90% de aprovação, que encontramos uma forma de retribuir esse apoio com a doação para a vaquinha da Arena“, afirmou, relembrando os R$ 200 mil doados à campanha que arrecadou fundos para ajudar o clube no pagamento do estádio à Caixa Econômica Federal.
Por fim, o executivo respondeu o que espera da parceria, projetando sua continuidade por mais tempo e utilizando novos espaços da camisa do Corinthians – descartando, porém, o espaço mais nobre, ou seja, o patrocínio máster do futebol masculino.
“Meu desejo é que a gente consiga repetir o que fez em vários outros clubes: tornar nossa marca a mais querida entre todas as que estampam o uniforme. Vamos preparar uma série de ativações para surpreender a torcida. E, por que não, renovar esse contrato no futuro e conquistar uma propriedade mais nobre da camisa? Master eu já descarto de imediato, porque envolve um investimento muito elevado, que hoje não faz sentido para o nosso mercado e também está fora do nosso alcance. Mas por que não pensar, no futuro, em uma barra frontal, costas, omoplata, peito ou outra propriedade semelhante? Gostaria muito que isso acontecesse. Queremos estabelecer essa conexão com o clube e com a torcida, fazer as pessoas entenderem quem somos e o que buscamos e depois, quem sabe, subir para uma propriedade mais nobre”, finalizou.
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