Em documento enviado para a Câmara dos Deputados, governo Lula disse que setor privado também precisa se adequar a exigências da UE

O governo brasileiro responsabilizou o setor privado do país pelo veto da União Europeia (UE) a importações de carnes e produtos de origem animal do Brasil. A manifestação consta em um documento enviado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) à Câmara dos Deputados na terça-feira (7/7).
A manifestação da administração Lula sobre a situação consta em um relatório assinado pelo ministro da Agricultura, André de Paulo, em resposta a um pedido de informações protocolado pelo deputado Evair de Melo na Câmara. Nele, o parlamentar pediu que a pasta listasse providências adotadas desde 2022 para a adequação às exigências europeias.
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“As providências necessárias para viabilizar a exportação dependem, em grande medida, do desenvolvimento e da implementação, pelo setor produtivo, de sistemas de controle privados capazes de garantir a segregação da produção em conformidade com os requisitos da União Europeia”, disse um trecho do documento enviado pelo Ministério da Agricultura e obtido pela reportagem.
Retirada
No início de junho, a Comissão Europeia retirou o Brasil da lista de países autorizados a exportar carnes para os 27 países da UE por problemas relacionados as regras sanitárias do bloco. A principal exigência dos europeus é a de que animais brasileiros não usem alguns medicamentos antimicrobianos, que podem provocar problemas para seres humanos.
O veto passa a valer a partir de 3 de setembro. O governo brasileiro, no entanto, continua tratativas com a UE para reverter a decisão.
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