Jardim elogia Lorran e Wallace Yan em amistoso do Flamengo: “Nem sempre existe espaço para jovens” – ge

Redação
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Jardim elogia Lorran e Wallace Yan em amistoso do Flamengo: “Nem sempre existe espaço para jovens” – ge

— É importante que os jogadores aproveitem o tempo e as oportunidades para mostrar a sua competência. Em um clube como o Flamengo, a pressão é muito grande e nem sempre existe espaço para lançar jogadores jovens. Hoje mesmo vocês viram: muitos queriam que jogassem só os titulares.O Flamengo tem uma cultura muito forte, e às vezes os jovens têm pouco espaço. Por isso foi importante para esses dois e para os outros também.

— A minha ideia era colocá-los em todos para jogar. Não queria que ninguém terminasse o estágio e voltasse ao Brasil sem ter jogado.Esses dois jogaram, aproveitaram e fizeram gols. Outros também mostraram competência, mesmo sem marcar. Eu não avalio só pelos gols, mas pelo que eles apresentaram durante a partida.Cada um teve o seu espaço, mais ou menos tempo, para mostrar do que é capaz.

Leonardo Jardim em entrevista coletiva em Portugal — Foto: Luiza Sá

Este foi o segundo amistoso da intertemporada do Flamengo, que usou mais reservas e garotos na escalação. No primeiro, disputado na última sexta-feira, o time empatou em 2 a 2 com o River Plate (Argentina). O terceiro e último teste será contra o Benfica (Portugal) no sábado, às 15h30 (de Brasília), valendo o troféu do Algarve.

Veja outras respostas da coletiva:

Escalação com muitas mudanças

— Hoje foi mais um jogo de treino, importante para consolidarmos algumas ideias, para também dar um pouco de minutos àqueles que inham jogado menos no jogo contra o River, para avaliarmos alguns dos jovens jogadores que têm trabalhado conosco. Essas foram as grandes ideias a desenvolver neste jogo. Com certeza que é importante ganhar, porque a vitória também motiva, principalmente jovens jogadores. E agora, no sábado, temos o último jogo desta fase de preparação em Portugal contra um adversário que também vai utilizar o jogo para crescer, porque ainda está em início de temporada.

— Vai ser um jogo de preparação, em que as duas equipes vão querer mostrar qualidade. Mas, acima de tudo, vamos pensar em jogar de forma a crescer, a construir ideias, a construir uma mentalidade forte, para o Benfica no seu campeonato, e nós, no nosso, apresentar uma equipa competente.

Voltas de Léo Ortiz e Carrascal

— Em relação ao Carrascal, ainda não recebi nenhuma informação. Em relação ao Léo, também não tenho nenhuma informação de quando será o seu regresso. A única coisa que eu sei é que em 45 dias de paragem é preciso ter um trabalho de integração forte para voltar a competir. Às vezes, as pessoas não estão atentas, mas um jogador normal para 30 dias de férias e volta, uma semana de treinos e consegue competir. Quando é mais de um mês, precisa mais do que essa semana.

— E quando são jogadores, que como nós temos, que já há três meses não jogam, vão precisar ainda de mais tempo de integração, porque no futebol não há milagres. E essa é a minha preocupação: de saber quando é que os jogadores estão disponíveis para trabalhar. Porque, quando vierem trabalhar, ainda têm uma fase de adaptação às cargas, ao treino, para depois jogar. Mas enquanto não receber essa informação do meu departamento físico, que tem ligação com o departamento médico, não vou ter resposta para vocês.

— Cada vez mais no futebol o aspeto anímico e motivacional é fundamental. Mas todos estes jogadores de alta performance durante a vida já viveram cenários de derrota, de frustração, de não conquista de objetivos. E no futebol é preciso dar a volta por cima. Às vezes temos dois dias somente para o próximo jogo, eles ainda vão ter 10 dias de férias para voltar a treinar. Por isso eu acredito que eles virão disponíveis. A minha preocupação é mais física.

— Porque temos jogadores que já não jogam também há muito tempo. Foram à seleção e não jogaram. E temos outros que se lesionaram e que não sei quando vão voltar. Por isso, com este grupo, nós tínhamos muitos medos. E tínhamos alguns que jogam menos. Nesta primeira fase, talvez o Flamengo vai ter que aproveitar toda a gente. Mesmo aqueles que jogam menos, para nos jogos, principalmente agora no dia 22, quando começamos, conseguirmos ser competentes.

Jogo contra o Benfica

— É um jogo amistoso, de preparação entre duas boas equipes, com história. Com certeza os dois vão querer jogar bem e ter um bom resultado. Mas não vamos arriscar situações dos nossos jogadores para as competições que temos agora no fim do mês, porque já somos poucos. Por isso, o amistoso pode não ser um jogo mais competitivo, mas com certeza não medimos um risco no jogo oficial. Quer do lado do Benfica, quer do nosso lado, não vamos correr esse risco.

— Em relação às motivações, o treinador está motivado e feliz de estar aqui em Portugal, estar perto de algumas pessoas que criei relação ao longo dos anos. Mas em relação aos jogos, para mim, qualquer adversário, estou sempre motivado. Seja uma equipa pequena, seja uma equipa maior, seja portuguesa, seja estrangeira, eu estou sempre motivado. Porque estou no futebol. No dia que eu deixar a motivação, eu vou para casa fazer outra coisa qualquer.

Busca por reserva para Pedro

— Ter alternativas é sempre importante. Mas a maior carência neste momento, como eu já falei, é nos corredores e na meia ofensiva. É onde temos o Arrascaeta, que é um jogador fantástico, mas já não joga há três meses.Agora precisamos entender quanto tempo vai ser necessário para ele voltar ao seu nível. A gente já sabe que muitas vezes ele não consegue jogar os 90 minutos, precisa ser gerido. Por isso acho importante ter um jogador de qualidade também para, junto com o Arrasca, termos soluções. E muitas vezes poderem jogar juntos.

— Precisamos entender isso: o Arrascaeta é um jogador fantástico, com uma qualidade enorme, mas às vezes não consegue. Não é só neste ano, no ano passado ele também já não conseguia fazer 90 minutos. Muitas vezes tem que ser gerido para chegar fresco ao longo da temporada. E agora, com esse problema dessa dupla lesão, foram três meses sem jogar. E eu não quero ser pessimista, mas não sei quanto tempo será necessário para um jogador com essas características voltar ao normal.

— Na Europa, a gente para um mês e faz uma pré-temporada de quatro semanas. Para um jogador normal. Imagina um jogador com essa lesão: quando é que vai voltar e como vai voltar. Com certeza ele é um jogador fundamental para nós, mas temos que ter soluções.

Jorge Jesus na seleção portuguesa?

— Com certeza que é uma opção, é um dos nomes importantes do futebol português. Como existem outros. O Jorge é um amigo meu e se isso acontecer fico feliz por ele e pela seleção voltar a ter um técnico português. Porque eu fui crítico há uns anos atrás. Um país como o nosso desenvolve treinadores, tem treinadores em todos os países do mundo, alguns com uma carreira internacional boa. Não tinha necessidade de fazer uma aposta num estrangeiro. Não estou a falar diretamente do (Roberto) Martínez, de um estrangeiro específico. É esta cultura. Eu acho que se voltar um treinador português é acertar os pontos, porque é isso que defendemos na formação dos treinadores. É um processo que já começou alguns anos atrás e que a gente deve dar sempre seguimento a isso.

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