Coliesa McMillian, participante de Quilos Mortais – Foto: Reprodução/ Record TV
Coliesa McMillian, participante da oitava temporada do reality show Quilos Mortais, faleceu em setembro de 2020 aos 41 anos, em Port Allen, Louisiana, nos Estados Unidos. A morte ocorreu meses após ela passar por cirurgia bariátrica, motivada pela obesidade extrema que a levava a pesar 292 quilos durante as gravações em 2020. O episódio, exibido originalmente em março daquele ano pela TLC e reprisado recentemente na Record TV, destacou sua busca por tratamento sob orientação do cirurgião Younan Nowzaradan, conhecido como Dr. Now.
A decisão de Coliesa veio após um infarto sofrido aos 39 anos, que impossibilitou intervenções cardíacas devido ao peso excessivo. Ela expressou em entrevistas no programa a necessidade de mudança para permanecer ao lado das quatro filhas. Familiares relataram que complicações cirúrgicas agravaram sua condição, levando a internações prolongadas.
Mãe solteira, Coliesa dependia da irmã e da sobrinha para atividades diárias básicas, como higiene e alimentação. O reality documentou sua perda inicial de 66 quilos, mas o pós-operatório trouxe desafios inesperados.
- Infarto prévio aos 39 anos, sem cirurgia possível pelo peso;
- Peso de 292 quilos no início do episódio, com mobilidade zero;
- Cirurgia bariátrica realizada após dieta supervisionada pelo Dr. Now;
- Dependência total de familiares para locomoção e cuidados.
Infância marcada por perdas impulsiona compulsão alimentar
Aos olhos da câmera, Coliesa descreveu uma infância em Louisiana afetada por um pai alcoólatra e a morte precoce da mãe. Esses eventos geraram traumas que evoluíram para padrões de consumo excessivo de alimentos desde cedo. A compulsão se intensificou com o luto pelo noivo, vítima de acidente de carro pouco antes das gravações.
O episódio de Quilos Mortais exibiu como esses fatores a confinavam à cama, elevando riscos de problemas cardiovasculares. Ela relatou sentir o corpo como um “relógio prestes a explodir”, ecoando preocupações médicas sobre insuficiência cardíaca iminente.
Trajetória no reality e perdas iniciais de peso
Coliesa iniciou o processo no programa com consultas ao Dr. Now, que prescreveu uma dieta restrita de 1.200 calorias diárias. Ela cumpriu metas iniciais, reduzindo o peso em etapas monitoradas. A aprovação para a bariátrica veio após demonstrar compromisso, permitindo a intervenção em Houston, Texas.
O procedimento visava remover parte do estômago para limitar ingestão, uma medida comum em casos de obesidade mórbida. Médicos do programa notaram melhorias na respiração e mobilidade nos primeiros meses. No entanto, relatos familiares indicam que o corpo respondeu com instabilidades inesperadas logo após.
A participação durou o episódio de uma hora, focando em sua motivação familiar. Filhas como Hannah e Sadie apareciam incentivando a mãe, reforçando o aspecto emocional do tratamento.
Complicações cirúrgicas levam a internações sucessivas
A sutura interna rompeu poucas semanas após a bariátrica, causando hemorragia interna grave. Coliesa foi submetida a operação de emergência e colocada em coma induzido por mais de um mês, com suporte de ventilador mecânico. A sobrinha Blair Shelton, enfermeira, monitorou o quadro e registrou paralisia parcial em atualizações online.
Infecções recorrentes se instalaram, evoluindo para sepse generalizada em junho de 2020. Uma página de apoio no Facebook anunciou que ela “quase morreu” naquela ocasião, com necessidade de reanimação após parada cardíaca hospitalar. Em agosto, nova hospitalização ocorreu por falhas renais agudas, ligadas às cirurgias prévias.
O quadro demandou cuidados intensivos contínuos, com flutuações que mantiveram a família em alerta. Médicos ajustaram tratamentos para combater infecções, mas o declínio persistiu. Relatos indicam que o peso remanescente de cerca de 226 quilos complicou a recuperação física.
Esclarecimento sobre o termo hospice nos cuidados finais
O obituário publicado no Baton Rouge Advocate mencionou que Coliesa faleceu “em paz em hospice”, gerando interpretações errôneas entre fãs brasileiros. Nos Estados Unidos, “hospice care” refere-se a suporte paliativo para pacientes terminais, focado em alívio de sintomas e conforto domiciliar ou institucional. Esse serviço inclui enfermagem contínua, aconselhamento familiar e gerenciamento de dor, sem ênfase em cura.
A distinção evita confusões com instituições psiquiátricas, comuns em traduções literais. No caso de Coliesa, o hospice iniciou em fases finais, após exaustão de opções hospitalares. Familiares confirmaram que o foco passou para qualidade de vida remanescente.
Legado familiar e remoção do episódio da TLC
A morte em 22 de setembro de 2020 deixou as filhas Hannah, Sadie, Kadelynn e Victoria sob custódia de parentes próximos. Elas herdaram memórias de uma mãe determinada, apesar das limitações impostas pela saúde. A TLC emitiu nota de condolências e retirou o episódio do catálogo de streaming por respeito à privacidade.
Sete irmãs e seis irmãos de Coliesa assumiram papéis de apoio, organizando o funeral em Plaquemine, Louisiana, dias após o falecimento. Atualizações em redes sociais pararam, mas o episódio reprisado na Record TV reacendeu discussões sobre riscos de cirurgias em obesidade extrema.
O caso ilustra estatísticas: complicações pós-bariátricas afetam até 10% dos pacientes mórbidos, segundo dados médicos gerais, com infecções como fator principal. A família evitou detalhes adicionais, priorizando o luto.


