mito ou verdade?
Relações muito próximas do momento da partida podem ter algum impacto; veja
Imagem: Redes Sociais
Sexo antes do jogo de futebol atrapalha o desempenho? Durante décadas, o senso comum no esporte foi claro: evitar relações sexuais antes de competições seria essencial para preservar energia e garantir melhor desempenho. A ideia de que o sexo poderia reduzir níveis de testosterona ou “sugar” a disposição física virou quase uma regra não escrita entre atletas. No entanto, estudos mais recentes e a avaliação de especialistas mostram que essa crença pode não passar de um mito.
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Hoje, sabe-se que uma relação sexual de intensidade moderada tem impacto físico semelhante a um esforço leve, com gasto médio entre 200 e 250 calorias — algo comparável a subir alguns lances de escada ou fazer um aquecimento rápido. Além disso, o ato contribui para o bem-estar mental ao liberar hormônios como endorfina e ocitocina, que ajudam a reduzir estresse, ansiedade e até a pressão arterial — fatores importantes antes de jogos decisivos.
Sexo antes do jogo de futebol atrapalha o desempenho? O que diz a ciência
Pesquisas científicas indicam que a atividade sexual não está diretamente ligada à queda de desempenho em termos de força ou resistência aeróbica. Ou seja, não há evidências consistentes de que fazer sexo antes de uma partida prejudique o rendimento físico do atleta.
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Segundo o nutrólogo e médico do esporte Eduardo Rauen, o ponto-chave está no intervalo entre o ato e a competição. “É mito que a abstinência sexual melhora a performance. Se a relação for realizada de 10 a 12 horas antes do jogo, não interfere. Esse tempo é suficiente para o corpo retornar aos parâmetros normais, como frequência cardíaca e pressão arterial”, explica.
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Por outro lado, o especialista alerta que relações muito próximas do momento da partida podem ter algum impacto. “Se acontecer menos de duas horas antes, pode haver um leve relaxamento muscular ou aumento da frequência cardíaca em repouso, o que pode atrapalhar o rendimento”, completa.
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Decisão vai além do físico e envolve cultura dos times
Apesar das evidências científicas, a liberação ou proibição de relações sexuais antes dos jogos ainda varia entre equipes e seleções, muitas vezes por questões culturais ou estratégicas.
O educador físico e especialista em nutrição Márcio Atalla destaca que outros fatores também entram na equação, como a intensidade da relação e a dinâmica do grupo. Para ele, a decisão costuma estar mais ligada à organização interna do time do que a um impacto físico direto.
“Para algumas pessoas, pode até ajudar a relaxar antes do jogo, desde que não seja algo muito intenso. Mas essa é uma decisão coletiva. Há atletas casados e solteiros — se liberar para uns, como fica para outros? Muitas vezes, a regra existe mais para manter a união e um pacto entre o grupo do que por uma questão fisiológica”, avalia.
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*Com informações do Extra


