ESQUEMA
Investigação conduzida pela PCGO desarticulou quadrilha que lesou maior atacadista da América Latina
Caminhoneiro chegando em distribuidora para carregar – (Foto: reprodução/PC)
Uma nova modalidade de furto de carga foi identificada durante investigação conduzida pela Delegacia de Polícia Civil de Hidrolândia. A corporação desarticulou uma quadrilha responsável por provocar prejuízos milionários em Goiás, São Paulo e Distrito Federal. Entre as vítimas está o Armazém Martins, que pertence ao Grupo Martins – maior atacadista-distribuidor da América Latina.
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Os criminosos, de acordo com a investigação, mantinham caminhões com placas clonadas, que eram usados para passar uma sensação de legalidade às empresas vítimas. Em posse dos veículos, a quadrilha usava o serviço de transporte para se cadastrar nas distribuidoras e, com isso, conseguir acesso às mercadorias como profissionais do ramo, passando por todas as exigências de segurança.
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Depois de carregar os caminhões, os investigados sumiam com a carga, deixando as empresas no prejuízo. Apenas o Armazém Martins teve uma carga de produtos de higiene pessoal, inseticidas e aparelhos de televisão avaliada em R$ 80 mil extraviada pelo grupo.

A investigação
Ao ser informada sobre o esquema, a delegacia iniciou uma investigação que se estendeu por meses. Durante os levantamentos, a corporação chegou a usar ferramentas de Inteligência Artificial (IA) para vasculhar mais de 200 mil quilômetros em todo o Brasil para tentar localizar o paradeiro do caminhão e do motorista.
Os investigadores, então, identificaram que a mesma placa usada no caminhão para furtar o Armazém Martins foi identificada rodando em ao menos quatro veículos diferentes em Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso e São Paulo. Os trajetos foram realizados entre fevereiro e março deste ano.
Com base nas placas e nas informações cedidas pelo bando às empresas durante o cadastro, a PC conseguiu chegar ao motorista responsável por furtar o Armazém Martins. De acordo com a corporação, o investigado apresentou um comprovante de endereço falso, mas cadastrou o nome verdadeiro na distribuidora. Ele foi preso durante operação no Distrito Federal.
O proprietário do caminhão também acabou detido, enquanto que o veículo foi apreendido. Conforme a investigação, a quadrilha recrutava profissionais habilitados com categoria “D” para retirar as cargas nas distribuidoras, prometendo vantagens financeiras aos caminhoneiros que estavam passando por dificuldades.



