Para ver o Brasil na Copa, torcedor dirige por uma distância igual a viagem de Goiânia para Dubai

Redação
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Para ver o Brasil na Copa, torcedor dirige por uma distância igual a viagem de Goiânia para Dubai

EM BUSCA DA SEXTA

Torcedor do Verdão já percorreu mais de 20 vezes a distância de norte a sul do território goiano atrás da seleção brasileira no mundial

Fred na Copa

Fred em Nova Jersey, na estreia do Brasil contra Marrocos (Foto: Arquivo pessoal/Em busca da sexta/Instagram)

Johann Germano

Quantas centenas, milhares de quilômetros você dirigiria para ver a seleção brasileira em uma Copa do Mundo? Para Frederico Borges, torcedor do Goiás, fronteiras não são obstáculos, são combustível. Morador de San Francisco desde 2024, nos Estados Unidos, foi de lá que acelerou em uma verdadeira saga para acompanhar a equipe canarinho no mundial da Fifa, no quarto maior país do mundo em extensão territorial.

Fred sabia que teria de atravessar o gigante continental se quisesse seguir a seleção brasileira por terra, estrada adentro. A viagem começou praticamente a uma semana da estreia do time pentacampeão do torneio. “Comecei a viajar dia 7 de junho e pretendo ir até a final atrás do Brasil em busca do hexa”, disse Fred.

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A primeira parada foi em Boston, a mais de 3 mil quilômetros de San Francisco. Só aí já seria possível cruzar o estado de Goiás, de norte a sul, quase 4 vezes. De lá até Nova York foram mais 363 km, para acompanhar a estreia do Brasil na Copa, no dia 13 de junho, no empate em 1 a 1 com Marrocos, no MetLife Stadium, em Nova Jersey. Fred conta que não foi sozinho para esse desafio.

Torcedor Copa do Mundo viajando para apoiar o Brasil

Fred se juntou ao Movimento Verde e Amarelo (MVA) (Foto: Arquivo Pessoal)

“Estou pelo Movimento Verde e Amarelo (MVA), que teve um grande trabalho ao reunir vários representantes de torcidas organizadas do Brasil todo, misturando os rivais com uma só intenção de incentivar a seleção como nunca antes”, relata Fred.

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Segundo Fred, se juntaram ao movimento com o propósito de empurrar o Brasil ao sexto título mais de 40 torcidas organizadas. “Até o momento não teve nenhum problema entre os rivais”, conta o esmeraldino. Em todos os jogos, ele faz questão de ostentar a bandeira do Verdão e da torcida organizada do time goiano.

Torcedor Copa do Mundo viajando para apoiar o Brasil
Foto: Arquivo pessoal/Em busca da sexta/Instagram

Além disso, tudo é documentado nas redes sociais, o “Em busca da sexta” No perfil, Fred descreve a aventura como “Atrás do Hexa nos EUA. Documentando a invasão brasileira na Copa”.

Torcedor Copa do Mundo viajando para apoiar o Brasil

Para ver o segundo jogo do Brasil contra o Haiti, no dia 19 de junho, foram mais 148 quilômetros até a Filadélfia, no Lincoln Financial Field, onde a seleção conquistou a primeira vitória na Copa por 3 a 0. Na partida, a equipe contou com a estreia do craque Neymar.

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Depois, Fred pegou a estrada novamente, rumo a Miami, e aí foi chão. Mais de 1.950 km até o destino, o Hard Rock Stadium para ver mais um 3 a 0, desta vez contra a Escócia, no dia 24 de junho. Foi como cruzar o estado de Goiás aproximadamente duas vezes, ou uma viagem de ida e volta de Campos Belos, no nordeste goiano, até Chapadão do Céu, no sudoeste. Valeu tanto a pena que rendeu até uma foto com Romário, herói do tetra nos Estados Unidos em 1994.

Torcedor Copa do Mundo viajando para apoiar o Brasil
Fred e Romário, em Miami (Foto: Arquivo pessoal/Em busca da sexta)

E também valeu cada milha percorrida. Com o placar, a seleção se classificou em primeiro lugar no grupo C rumo ao primeiro mata-mata do torneio, a fase 16 avos de final contra o Japão, em Houston. De Miami até a capital do Texas, foram mais 1.900 quilômetros, ou seja, é como se tivesse atravessado Goiás novamente por duas vezes. Lá, Fred presenciou a épica virada brasileira sobre os japoneses, com gols de Casemiro e Martinelli, no último minuto.

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Agora, Fred segue de volta para Nova York, onde vai acompanhar a partida entre Brasil e Noruega, pelas oitavas de final da Copa do Mundo, em aproximadamente 28 horas de viagem de carro. “Vou dirigir hoje e amanhã o dia inteiro”, disse o goiano.

Segundo Fred, até a partida contra a Noruega, ele já terá percorrido aproximadamente 12.500 quilômetros, o que seria sufiente para cruzar o estado de Goiás, de norte a sul, cerca de 20 vezes. Tudo pela sexta estrela. “Não é sobre chegar, é sobre por que você começou”.

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