Varejo brasileiro registra leve alta de 0,1% em maio de 2026, mas setor ampliado recua em meio a cenários mistos

Redação
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Varejo brasileiro registra leve alta de 0,1% em maio de 2026, mas setor ampliado recua em meio a cenários mistos

O volume de vendas do comércio varejista no Brasil apresentou uma recuperação modesta em maio de 2026, registrando um aumento de 0,1% em comparação com o mês imediatamente anterior. Este leve crescimento sucede uma queda mais acentuada de 1,6% observada em abril do mesmo ano, indicando uma tentativa de estabilização no setor. Os dados, ajustados sazonalmente, revelam um cenário de cautela no consumo.

A análise mais ampla do comércio, que engloba veículos, materiais de construção e atacado de produtos alimentícios, mostrou, contudo, um desempenho menos favorável, com retração de 0,2% no mesmo período. A divergência entre o varejo tradicional e o ampliado sinaliza desafios distintos para diferentes segmentos do mercado nacional. Compreender essas variações é crucial para avaliar a saúde da economia e as tendências de consumo das famílias brasileiras.

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Desempenho do varejo tradicional: crescimento modesto e recuperação

Após a retração de abril, o comércio varejista registrou um sopro de alívio em maio de 2026, com o avanço marginal de 0,1% no volume de vendas. Esta variação contribuiu para que a média móvel trimestral apresentasse uma leve queda de 0,2% no período encerrado em maio, após ter permanecido estável (0,0%) no trimestre anterior. Os números indicam uma desaceleração no ritmo de crescimento observado em meses passados, mas também uma interrupção na sequência de quedas.

Na comparação com maio de 2025, o volume de vendas do varejo cresceu 0,4%, um ritmo mais lento do que a alta de 1,0% registrada em abril. Este dado anual reflete uma base de comparação que começa a mostrar os efeitos da recuperação econômica pós-período de instabilidade. No acumulado de 2026, o varejo acumula um avanço de 1,7%, enquanto nos últimos 12 meses, a alta é de 1,4%, demonstrando uma trajetória de crescimento contínuo, porém moderado.

O cenário do varejo ampliado: recuo e desafios específicos

O comércio varejista ampliado, que inclui setores de maior peso como veículos, motos, partes e peças, material de construção e atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo, apresentou um resultado de -0,2% em maio, em comparação com abril. Essa queda segue uma retração de 0,7% observada no mês anterior, consolidando um período de dois meses consecutivos de declínio para esse segmento mais abrangente do comércio. A média móvel trimestral para o varejo ampliado também seguiu essa tendência negativa, variando -0,3% no trimestre encerrado em maio de 2026, após uma variação de 0,1% em abril.

Quando comparado a maio de 2025, o varejo ampliado registrou uma queda de 0,6%, revertendo o crescimento de 1,4% observado em abril de 2026 na mesma base de comparação. No acumulado do ano, o indicador avança 1,3%, enquanto nos últimos 12 meses, o crescimento é de apenas 0,1%. Esses números sugerem que os setores que compõem o varejo ampliado enfrentam pressões mais significativas, possivelmente relacionadas a condições macroeconômicas ou a fatores específicos de cada segmento.

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Setores em destaque: altas e baixas no mês de maio

A análise detalhada do volume de vendas na passagem de abril para maio de 2026, com ajuste sazonal, revela um desempenho heterogêneo entre os diferentes segmentos do comércio. Enquanto alguns setores apresentaram forte recuperação, outros continuaram em trajetória de retração. Este panorama segmentado é essencial para entender as dinâmicas do consumo no país.

  • Maiores avanços: Livros, jornais, revistas e papelaria (15,2%), Tecidos, vestuário e calçados (3,1%), Móveis e eletrodomésticos (2,7%), Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (1,4%) e Combustíveis e lubrificantes (1,1%).
  • Principais quedas: Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-1,7%), Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-1,5%) e Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-0,3%).
  • Destaques do varejo ampliado: Veículos e motos, partes e peças (1,8%) e Material de construção (2,1%) registraram crescimento, contribuindo para amenizar a queda geral do segmento.

Na comparação anual, maio de 2026 contra maio de 2025, cinco atividades do varejo registraram crescimento, enquanto três apresentaram recuo. Os maiores destaques positivos foram Livros, jornais, revistas e papelaria (22,5%) e Tecidos, vestuário e calçados (3,5%). Por outro lado, Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-4,1%) e Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-2,6%) foram os que mais sofreram em termos de volume de vendas.

Acumulados anuais e a visão de longo prazo para o comércio

Os indicadores acumulados fornecem uma perspectiva mais ampla sobre a trajetória do comércio ao longo do tempo. Para o varejo tradicional, o crescimento acumulado em 2026 de 1,7% e de 1,4% nos últimos 12 meses sugere uma resiliência do setor, impulsionada por categorias específicas que mantêm o ritmo de vendas. A receita nominal de vendas do varejo também mostra um cenário positivo, com acúmulo de 4,2% no ano e 4,8% nos últimos 12 meses, refletindo o impacto da inflação e, em alguns casos, o aumento real dos preços.

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No varejo ampliado, os números são mais contidos: 1,3% de avanço no acumulado de 2026 e 0,1% nos últimos 12 meses. A receita nominal deste segmento, por sua vez, acumulou 3,0% no ano e 2,8% em 12 meses. Essa diferença entre o volume e a receita nominal indica que, em alguns setores, o aumento de preços tem sido um fator importante na variação da receita, mesmo com um volume de vendas estagnado ou em leve queda. As tendências de longo prazo apontam para um cenário de recuperação gradual, mas com desafios persistentes, especialmente nos segmentos de maior valor agregado.

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