Bryan Johnson questiona sua busca pela juventude após diagnóstico de doença autoimune

Redação
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Bryan Johnson questiona sua busca pela juventude após diagnóstico de doença autoimune

O biohacker e multimilionário americano Bryan Johnson, conhecido por seus esforços excêntricos em busca da longevidade e da “fonte da juventude”, surpreendeu ao questionar publicamente a extensão de seus procedimentos. A declaração foi feita após receber o diagnóstico de uma doença autoimune.

O empresário de 48 anos, empenhado em reverter sua idade biológica para os 18 anos, compartilhou a informação no X em 29 de julho. Ele revelou que foi diagnosticado com uma condição autoimune que, conforme sua descrição, faz com que “o estômago devore a si mesmo”.

Em uma reflexão direta, Johnson escreveu: “Tenho refletido sobre o assunto e me pergunto se não fui longe demais com essa história toda de longevidade”.

Na semana anterior, em outra publicação na mesma plataforma, Johnson já demonstrava preocupação crescente ao dizer: “Acabei de me clonar… como um recém-nascido. Isso pode assustar algumas pessoas… um futuro distópico”.

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A expressão “se clonar” referia-se a um processo em que ele teria criado uma versão “recém-nascida” de si em laboratório, batizada de “baby Bryan”. O objetivo seria testar terapias, cultivar órgãos para transplante e obter células jovens para uso próprio.

Bryan Johnson
Bryan Johnson – Instagram

Embora sua rotina de saúde atual seja rigorosa, otimizando desde o sono até a fertilidade, seu passado era diferente. Johnson contou que, na infância, consumia regularmente fast-food e bebidas açucaradas.

Após anos de estresse, ganho de peso e depressão crônica, o corpo do biohacker desenvolveu um processo autoimune que atingiu a tireoide e o revestimento do estômago, conhecido como gastrite autoimune (GAI). Esta condição subjacente pode ter sido um dos catalisadores para sua busca radical por saúde, uma informação que nem sempre é conectada ao seu atual estilo de vida.

O prognóstico para a GAI é considerado desafiador pela medicina convencional, que, segundo o magnata, “admite a derrota, afirmando que nada pode ser feito além de controlar a condição”. Johnson desconhecia a doença, apesar de ela causar danos irreversíveis ao organismo, como deficiência nutricional, anemia e maior risco de câncer.

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Com 21 anos, ele já havia sido diagnosticado com hipotireoidismo, uma tireoide pouco ativa que não produz hormônios suficientes, e utilizava suplementos como levotiroxina e Armour Thyroid para o funcionamento adequado da glândula.

Apesar de não ter notado sintomas na época, Johnson agora acredita que houve sinais precoces de GAI. Olhando para trás, ele percebe que “não havia ligado os pontos”, observando níveis baixos de ferritina, uma proteína que armazena ferro, na ausência de anemia.

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Johnson destina US$ 2 milhões, o equivalente a R$ 10,3 milhões, anualmente em protocolos antienvelhecimento.

O magnata de Utah, nos Estados Unidos, acumulou grande fortuna após vender sua empresa de gateway de pagamento, Braintree Venmo, para o PayPal por US$ 800 milhões (R$ 4,1 bilhões) em 2013.

A figura pública já havia revelado em seu canal no YouTube que começou a ganhar peso depois de praticar futebol americano no ensino médio.

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Aos 21 anos, ele passou dois anos no Equador, onde foi acometido por várias doenças e não conseguia manter a comida no estômago, o que o levou a perder “muito peso”. Ele relembrou à revista “People”: “Nos primeiros meses, eu vomitava constantemente. Eu tinha diarreia o tempo todo, não conseguia comer nada, meu rosto ficava cheio de erupções cutâneas e acne, era simplesmente horrível. Eu era missionário e vivia em extrema pobreza no Equador”.

Johnson acrescentou que se sentiu “realmente compelido a querer fazer algo que melhorasse o mundo. Eu não sabia o quê. Então, o objetivo passou a ser ganhar muito dinheiro até os 30 anos e, com esse dinheiro, encontrar algo interessante para fazer”. Ele já foi acusado de forçar acordos de confidencialidade para que funcionários não revelassem seu comportamento peculiar na empresa.

Após a venda da Braintree em 2013, Johnson concluiu que seu estilo de vida não o protegia de problemas de saúde recorrentes. Ele afirmou que se sentia acima do peso, estressado e deprimido, percebendo a necessidade de mudar seus hábitos. Foi então que fundou o Projeto Blueprint em 2021 e, atualmente, dedica “cinco horas por dia” ao seu “protocolo de longevidade”.

Ele sustenta que seus biomarcadores estão em níveis ideais e que sua “idade biológica” diminuiu em comparação com sua idade cronológica, embora especialistas alertem que a base científica ainda é especulativa.

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Johnson completou: “Quando digo que nunca fui tão feliz em toda a minha vida, dá para entender de onde isso vem”.

Para se manter jovem, Bryan contratou uma equipe com dezenas de profissionais de diversas áreas. Uma das intervenções mais polêmicas em que o americano se envolveu, em maio de 2023, contou com a participação de seu filho, Talmage, e de seu pai, Richard, de 70 anos. O procedimento foi denominado por ele como “a primeira troca de plasma multigeracional do mundo”. Durante a intervenção, o empresário, seu filho e seu pai tiveram um litro de sangue drenado para extrair glóbulos vermelhos, glóbulos brancos, plaquetas e plasma. Dois meses depois, Bryan abandonou o método, alegando que nenhum benefício foi alcançado.

Em outro procedimento, em outubro do ano passado, Bryan posou com uma bolsa do que ele chamou de “ouro líquido”. Ele anunciou que havia passado por um processo em que removeu o plasma sanguíneo de seu corpo e o substituiu por albumina. Segundo Johnson, a técnica permitiria a remoção definitiva de “poluentes não naturais” que circulam pelo organismo, como microplásticos, algo que órgãos como o fígado e os rins não seriam capazes de realizar com sucesso, impulsionando sua busca por uma juventude celular eterna.

Mais recentemente, Johnson gerou controvérsia ao divulgar detalhes íntimos da namorada, a australiana Kate Tolo, de 28 anos, também adepta do biohacking. O magnata afirmou que a vagina da parceira estava no “top 1%”. O americano explicou que uma amostra do muco vaginal de Kate “era dominada pela espécie bacteriana mais protetora que uma vagina pode abrigar”.

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